Costa aceitou demissão em respeito pelo ministro da Defesa e proteção das Forças Armadas

Costa aceitou demissão em respeito pelo ministro da Defesa e proteção das Forças Armadas

 

Lusa/Ao online   Nacional   13 de Out de 2018, 07:52

O primeiro-ministro, António Costa, afirma que aceitou a demissão do ministro da Defesa, Azeredo Lopes, em respeito pela sua "dignidade" e "honra" e para a preservação da "importância fundamental" das Forças Armadas.

Numa nota à comunicação social, António Costa refere que o ministro da Defesa lhe apresentou "formalmente o seu pedido de demissão".

Esse pedido de demissão, refere o líder do executivo, foi apresentado em termos que não podia recusar "em respeito pela sua dignidade, honra e bom nome, e para a preservação da importância fundamental das Forças Armadas como traves-mestras da soberania e identidade nacional no quadro de uma sociedade democrática e moderna".

"Quero publicamente agradecer ao Professor Doutor José Alberto de Azeredo Lopes a dedicação e empenho com que serviu o país no desempenho das suas funções", acrescenta o primeiro-ministro.

Numa nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, refere que aceitou a exoneração de José Azeredo Lopes de ministro da Defesa e adianta que aguarda a proposta por parte do primeiro-ministro, António Costa, de nomeação de um sucessor.

"O primeiro-ministro informou esta tarde o Presidente da República do pedido de demissão do ministro da Defesa Nacional", nos termos da Constituição, "mais tendo acrescentado que oportunamente proporia o nome de um substituto", lê-se na nota.

O chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas "aceitou a proposta de exoneração e aguarda a proposta de nomeação de um sucessor", acrescenta-se.

Na carta enviada ao primeiro-ministro, a que a agência Lusa teve acesso, o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, alega que se demitiu-se do Governo para evitar que as Forças Armadas sejam "desgastadas pelo ataque político" e pelas "acusações" de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos.

"Não podia, e digo-o de forma sentida, deixar que, no que de mim dependesse, as mesmas Forças Armadas fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela", referiu Azeredo Lopes,

O ministro cessante voltou a negar que tenha tido conhecimento, "direto ou indireto, sobre uma operação em que o encobrimento se terá destinado a proteger o, ou um dos, autores do furto".

Quanto ao momento em que decidiu sair, Azeredo Lopes explicou que quis aguardar pela finalização da proposta de Orçamento do Estado para 2019 para "não perturbar" esse processo com a sua saída.



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