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Correio dos Açores comemora 90 anos "preparado para os desafios do futuro"

Correio dos Açores comemora 90 anos "preparado para os desafios do futuro"

 

Lusa/AO online   Regional   1 de Mai de 2010, 14:45

O matutino Correio dos Açores, que hoje comemora 90 anos, "está preparado para os desafios do futuro" mantendo a edição em papel, disse hoje Natalino Viveiros, director do jornal, que se publica em Ponta Delgada.

"O aparecimento da Internet e, em particular, dos blogues, onde todos querem ser jornalistas, começou a fazer o funeral dos jornais, mas a realidade é que o jornalismo actual vai consolidar o seu lugar na sociedade de informação", frisou Natalino Viveiros, em declarações à Lusa. Para o director do Correio dos Açores, "os pretensos jornalistas dos blogues, do Facebook e de outras ferramentas (da Internet) já estão no seu lugar" e, por esse motivo, "o jornal de papel vai sobreviver porque acompanha e faz a história". "Se fizermos um jornalismo de proximidade com qualidade, que é aquele em que os cidadãos se reveem, os jornais editados em papel vão sobreviver ainda por muitos e muitos anos", defendeu. Américo Natalino Viveiros, que é o 14.º director do matutino fundado por José Bruno Tavares Carreiro e Francisco Luís Tavares, manifestou confiança "nos leitores", garantindo que a equipa do Correio dos Açores "está fresca como uma alface e pronta para a luta". "O jornal nasceu para defender a autonomia e a unidade das ilhas", recordou o director, acrescentando que foi através das suas páginas que se montou o primeiro Congresso Açoriano, que decorreu nos anos 20 do século passado "para delinear o projecto de unidade das ilhas". Entre os seus colaboradores, Natalino Viveiros destacou "na primeira linha" nomes como os autonomistas Aristides Moreira da Mota e Montalverne Sequeira, o então director José Bruno Carreiro, e colaboradores nas ilhas como Luís da Silva Ribeiro e Alfredo Mendonça (Terceira) ou o músico Francisco Lacerda (São Jorge), salientando ainda na capital portuguesa Luís Ataíde e Linhares de Lima. Na história do jornal outro facto significativo foi a ocupação em 1975 "pelos trabalhadores, que se tornaram sócios (do jornal)", comprado em 1976 por um grupo de pessoas em que se incluía Américo Natalino Viveiros. Para o director do Correio dos Açores, o desafio mais aliciante é "gerir um jornal em conjunturas financeiras complicadas e, em particular, num mercado insular limitado como é o açoriano".


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