Coordenadora do BE/Açores deixa liderança mas garante permanência na luta

Coordenadora do BE/Açores deixa liderança mas garante permanência na luta

 

Lusa/Ao online   Regional   14 de Jul de 2018, 21:42

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) nos Açores, Zuraida Soares, que deixou este sábado as funções, afirmou que se "despede de um percurso de militância política mais ativa", mas não deixará o partido, nem sairá de nenhuma luta.

“Vou sair de todos os órgãos dirigentes do BE e ao mesmo tempo de deputada do Bloco de Esquerda da Assembleia Regional, em setembro, mas há uma coisa de que eu não vou sair: eu não vou sair do Bloco de Esquerda e eu não vou sair dos Açores e eu não vou sair de nenhuma luta. Aqui continuarei”, sustentou Zuraida Soares, que esteve à frente do BE/Açores durante 14 anos.

Zuraida Soares falava em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, durante os trabalhos da sexta convenção regional do BE, onde vai ser votada a única moção de orientação global para a liderança regional do Bloco, intitulada “Mais Açores, Mais Esquerda”, que tem como primeiro subscritor António Lima, coordenador da comissão de ilha de São Miguel do BE.

Durante a sua intervenção, Zuraida Soares sublinhou “o orgulho do caminho” que percorreu com os aderentes ao partido ao longo de 14 anos com “altos e baixos, com acertos e erros”, e com “avanços e recuos”.

“Mas sempre com orgulho de dizer somos Bloco e viemos para contar”, salientou, frisando que o percurso de militância política mais ativa de que agora se despede foi feito com "muitas lutas travadas" pelo partido.

Zuraida Soares sustentou que o BE “está verdadeiramente preparado para todas as fases que possam vir a seguir”.

“E está sobretudo preparado para fazer um percurso onde a Zuraida Soares tem o seu lugar, mas não tem o lugar”, reforçou, sublinhando que o BE/Açores tem “travado uma luta sem tréguas, corajosa e digna, contra todos os tipos de conservadorismo, de patriarcado e má-fé”.

Zuraida Soares referiu-se ainda “à luta que os professores estão a travar na região, exercendo de facto a Autonomia que a região tem”, já que os docentes no continente “já não estão em greve, mas os dos Açores continuam a fazê-la”, acusando o executivo regional socialista e a tutela da Educação, no arquipélago, de se “esconder atrás do continente, para desprezar e não defender a Autonomia”.

A convenção termina hoje e conta com uma intervenção da coordenadora nacional do BE, Catarina Martins.




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