Contestação social intensificou-se em Abril com 31 greves e 48 manifestações

Contestação social intensificou-se em Abril com 31 greves e 48 manifestações

 

Lusa / AO online   Economia   25 de Abr de 2010, 13:30

O mês de abril está a ser marcado por intensa contestação social, com um total de 28 greves e 19 manifestações, depois de um primeiro trimestre conturbado em que foram feitas 31 greves e 48 manifestações.

Desde o início do mês foram concretizadas greves ou protestos de rua que se agudizaram a partir de dia 12, com concentrações da função pública em todos os distritos, e que terão o seu ponto forte na terça feira com um conjunto de paralisações no setor dos transportes.

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) decidiu no sábado efetuar uma paralisação que poderá acontecer a partir de 10 de maio, “a qualquer dia”, caso o Governo não responda às reivindicações do setor até essa data.

Na origem da convergência das greves e das manifestações para o mês de abril estão o congelamento salarial, o bloqueio da contratação coletiva e as intenções de privatização de empresas públicas.

Em Abril de 2009 a contestação social foi muito menor pois apenas foi feita uma greve de dois dias pelos enfermeiros, cinco concentrações e 7 tribunas públicas em vários distritos do país.

De acordo com uma análise feita pela agência Lusa com base em dados facultados pela CGTP, em janeiro foram concretizadas 4 greves e 7 manifestações ou concentrações.

No primeiro mês do ano foram os enfermeiros que se salientaram com a realização de uma greve de três dias e duas manifestações.

Em fevereiro foram concretizadas 15 greves e 27 manifestações, entre as quais uma manifestação nacional dos trabalhadores da função pública.

No mês de março os sindicatos da Intersindical promoveram 12 greves e 14 manifestações, entre as quais uma paralisação de quatro dias dos enfermeiros.

No entanto, foi a greve nacional da função pública, a 4 de março, que se destacou, tendo em conta o elevado número de trabalhadores envolvidos e o facto de ter sido convocada pelas estruturas sindicais da CGTP e da UGT.

O congelamento salarial e o agravamento das condições de aposentação foram os principais motivos do protesto.

No ano passado não houve congelamento salarial nem ameaças de privatização, mas também foram feitas 24 greves e 33 manifestações no primeiro trimestre, nos setores público e privado.

Em janeiro de 2009 foram feitas 8 greves e 9 manifestações, concentrações ou vigílias, entre as quais uma greve de professores.

No mês seguinte foram feitas 10 greves e 17 manifestações, entre as quais uma greve nacional dos enfermeiros.

Em março, o número de paralisações foi de 6 e as manifestações foram 7.

Destacou-se a manifestação nacional da CGTP, a 13 de março, que envolveu muitos milhares de trabalhadores.

Nas manifestações de março não está incluída uma iniciativa da União dos Sindicatos de Lisboa em defesa da igualdade nos locais de trabalho que decorreu na primeira semana do mês, incluindo 17 concentrações de dirigentes e ativistas sindicais junto de empresas e instituições com situações a corrigir.


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