Congresso internacional de jornais não diários termina em São Miguel, com a promessa de segunda edição em 2008


 

Lusa / Ao online   Regional   14 de Out de 2007, 18:20

O primeiro congresso internacional de imprensa não diária terminou hoje nos Açores, com a promessa da organização de realizar um novo encontro em 2008, para continuar a reforçar as "pontes de colaboração" estabelecidas.
    O secretário-geral do evento, que decorreu durante três dias na ilha de São Miguel, assegurou à agência Lusa que "o congresso é para continuar", com uma segunda edição em 2008.

    Walter Duarte adiantou que perante o "tremendo sucesso" da primeira edição, do ponto de vista científico e social, a organização vai começar já a trabalhar para preparar o segundo encontro, que poderá realizar-se nos Açores, Estados Unidos da América ou Brasil.

    "A nossa preocupação este ano foi arrancar com o congresso e garantir bons oradores", afirmou Walter Duarte, após um encontro que reuniu cerca de 80 jornalistas dos Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Austrália, Portugal continental e ilhas.

    Nas Furnas, ilha de São Miguel, foram debatidos temas como a produção de conteúdos e jornalismo de proximidade, estratégias e mercados, jornalismo da diáspora, experiência açoriana, indústria gráfica, distribuição e interculturalidade.

    O presidente da comissão do programa do congresso, Luís Landerset Cardoso, que apresentou as conclusões, destacou a necessidade da densificação da estrutura industrial dos media perante a competitividade e globalização, através da criação de economias de escala.

    Landerset Cardoso defendeu, ainda, a aposta na criação de conteúdos que contribuam para solidificar a imprensa enquanto indústria cultural, que se assume como uma nova dimensão.

    A adequação dos media tradicionais às realidades inerentes ao avanço da web, como forma de garantir a sobrevivência, e o papel do jornalismo da diáspora enquanto elemento activo na manutenção de relações interculturais e do português foram outras das conclusões do encontro.

    O secretário regional da presidência, em representação do presidente do Governo dos Açores, destacou que pela segunda vez este ano a região acolhe um encontro relacionado com a comunicação social, uma área que o executivo socialista tem procurado apoiar.

    Vasco Cordeiro anunciou que o Promedia já potenciou um investimento global de cerca de um milhão de euros, com destaque para o reforço da modernização tecnológica e difusão dos órgãos de comunicação social privados dos Açores.

    O PROMEDIA, que entrou em vigor em Outubro de 2006, pretende incentivar a aposta nas novas tecnologias, promover o aparecimento de órgãos de comunicação social que se estendam a toda a região e criar condições para um aperfeiçoamento profissional dos jornalistas.

    Este programa de apoio, que termina em 2008, reorientou, os incentivos públicos concedidos para as áreas da renovação tecnológica, difusão informativa e valorização profissional.

    Segundo disse, a área da qualificação profissional ficou aquém das expectativas, dado que surgiram menos de uma dezena de candidaturas até ao momento.

    "Não compete ao Governo Regional obrigar ninguém a recorrer a estes tipo de apoios", afirmou o governante, acrescentando que os motivos para a fraca adesão devem ser perguntados aos beneficiários.

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