Pescas

Conflitos entre pescadores podem agravar-se

Conflitos entre pescadores podem agravar-se

 

Lusa/AO online   Regional   21 de Jul de 2010, 18:07

O presidente da Federação de Pescas dos Açores, Liberato Fernandes, advertiu esta quarta-feira para a possibilidade de agravamento dos “conflitos violentos” entre pescadores devido à escassez de recursos e consequente quebra de rendimentos da frota em actividade no arquipélago.
Na sequência do recente ataque com 'very lights' (engenhos utilizados na sinalização de socorro) a um atuneiro ao largo de Santa Maria, Liberato Fernandes admitiu esta quarta-feira que este clima de conflito pode agudizar-se, caso não sejam encontrados “mecanismos” que permitam compatibilizar os interesses dos pescadores de embarcações de maior e menor dimensão.

Na origem deste incidente, objecto de queixa formalizada esta quarta-feira na Capitania do Porto de Ponta Delgada, terá estado o impedimento por parte do atuneiro 'Flor do Pico' do acesso de uma embarcação de menor porte a uma 'mancha' de tunídeos que estava a pescar.

O capitão do Porto de Ponta Delgada, Rodrigues Gonçalves, disse que a autoridade marítima vai avaliar a queixa, admitindo que poderá ser encaminhada para o Ministério Público se se confirmarem suspeitas de “crime de violência”.

Para o presidente da Federação de Pescas dos Açores, este caso revela a especial fragilidade das embarcações de menor dimensão – da frota local e costeira – face às de maior porte, num cenário competitivo em que se regista uma quebra de recursos.

Segundo dados que revelou à Lusa, operam actualmente nos mares do arquipélago cerca de 700 embarcações de pesca, 16 das quais atuneiros de maiores dimensões.


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