Comissão Delegada reúne-se na próxima semana para analisar Regime Jurídico


 

Lusa/AO online   Futebol   8 de Nov de 2008, 10:54

A Comissão Delegada das Associações Distritais e Regionais de Futebol (CDADRF) reúne-se durante a próxima semana para analisar o Regime Jurídico das Federações Desportivas, aprovado hoje em Conselho de Ministros, segundo o presidente deste organismo.
Júlio Vieira disse à Agência Lusa que a comissão "reunirá na próxima semana para analisar do documento”, admitindo que as restantes modalidades também o façam, para posteriormente “tomarem em conjunto as medidas que entenderem adequadas”.

    O dirigente escusou-se a comentar a resolução do Conselho de Ministros, alegando o desconhecimento na totalidade do diploma e a necessidade de consultar os “pares” das restantes associações e modalidades para uma “leitura e tomada de posição pública conjunta”.

    Com este Decreto-Lei há uma reformulação da composição das assembleias, com o estabelecimento do princípio de que os clubes (e suas organizações) devem dispor de 70 por cento dos votos e os agentes desportivos dos restantes 30.

    A grande diferença é que nesses 70 por cento, as associações - que detinham por si só a maioria em assembleia (55 por cento) - passam a ter 35 por cento de votos, enquanto os restantes 35 vão para a representatividade nos quadros competitivos nacionais.

    No futebol, o regime jurídico gerou polémica, com as associações a contestarem a perda de representatividade (passam a ter 35), enquanto a Liga Portuguesa de Futebol Profissional terá 25 por cento e a Liga Portuguesa do Futebol Não Profissional 10.

    Esta proposta do governo levou mesmo as associações de futebol, lideradas por Júlio Vieira, da Associação de Leiria e presidente da CDADRF, a ameaçarem com a paragem dos campeonatos distritais e regionais.

    A ameaça foi alargada a 10 modalidades, quando as associações distritais e regionais reuniram-se em plenário, a 08 de Março, em Fátima, durante o qual, à contestação do futebol, juntaram-se o andebol, o atletismo, o basquetebol, o ciclismo, a ginástica, a patinagem, o judo, o ténis e o voleibol.

    Sem o governo recuar nesta matéria, o novo regime distribui ainda a representatividade pelos praticantes (sindicato), com 15 por cento, e pelas associações de treinadores e árbitros, cada uma com 7,5 por cento, e que completam a "mancha" de representação.

   

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