Comissão de trabalhadores espera há seis meses reunião com Defesa e MNE

18 de jun. de 2013, 17:46 — Lusa/AO Online

  "Urge perceber porque é que, por exemplo, o Ministério da Defesa ou o Ministério dos Negócios Estrangeiros nunca se dignaram a receber a comissão de trabalhadores ou o próprio sindicato", frisou João Ormonde, presidente da CRT, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com a CGTP/Açores, na Terceira. Os EUA anunciaram no final do ano passado a intenção de reduzir o seu contingente na base militar das Lajes, na ilha Terceira, Açores, em mais de 400 militares e 500 familiares a partir de 2014. Segundo João Ormonde, os trabalhadores vão tendo conhecimento "oficiosamente" do que é discutido nas comissões bilaterais (Portugal/EUA), mas gostariam de poder discutir este processo "cara a cara" com os ministros. "Estamos há seis meses a aguardar que nos recebam e que nos expliquem o que é que estão a fazer", frisou. Também a CGTP/Açores vai marcar uma segunda ronda de reuniões, que incluem, para além do Governo da República, o executivo dos Açores e as forças políticas. Segundo o dirigente sindical Vítor Silva, é preciso "saber concretamente o que é que cada um fez sobre esta matéria, o que é que cada um tem a dizer, quais são os resultados, o que é que se pode aplicar, o que é que se pode rentabilizar" e se Portugal tem "propostas concretas sobre este processo negocial". "Já passou algum tempo e antes que se consuma o processo negocial, é preciso saber o que é que cada um fez", salientou, alegando que Portugal não pode ir para a mesa de negociações sem qualquer proposta, como "já aconteceu num passado recente".