Cofaco considera "despropositada e injusta" greve convocada por dois sindicatos


 

Lusa/ AO   Regional   12 de Out de 2007, 06:11

A administração da Cofaco, indústria transformadora de conservas de peixe, considerou "despropositada, injusta e imerecida" a greve anunciada por dois sindicatos, consequência da falta de entendimento na negociação da revisão dos acordos de empresa.
Vítor Silva, dirigente de um dos sindicatos que convocou a paralisação de quatro dias (12 a 15 de Outubro), adiantou hoje à agência Lusa que a decisão surgiu na sequência de plenários realizados nas três fábricas da Cofaco nos Açores e tendo em conta a posição "intransigente da administração da indústria nas negociações dos dois acordos de empresa".

    O dirigente sindical avançou que 90 por cento dos trabalhadores da Cofaco são mulheres, "sem possibilidade de progredirem na sua carreira profissional há muitos anos".

    Um comunicado enviado à agência Lusa, a administração da Cofaco, que emprega cerca de 600 trabalhadores nas fábricas de São Miguel, Pico e Faial, adianta que este ano "os ordenados foram aumentados, muito acima das revisões salariais da função pública, que se situaram nos dois por cento".

    "Em 2007, 84 por cento dos funcionários da Cofaco beneficiaram de um aumento de 4,43 por cento relativamente à remuneração de 2006", refere a empresa, acrescentando que a conserveira converteu 290 contratos de trabalho a prazo em contratos definitivos, sem receber qualquer apoio financeiro para o efeito.

    Além disso, a administração da empresa garante que o subsídio de alimentação pago aos funcionários é superior ao praticado pelas suas congéneres do Continente.

    Sublinhando que o futuro passa por uma compreensão mútua e objectivo comum de aumentar a produtividade e competitividade, a Cofaco afirma que "não cede, nem irá ceder, a agendas eleitoralistas dos sindicatos", reiterando, porém, a sua disponibilidade para manter o processo negocial.

    "A Cofaco repudia os propósitos de instrumentalização que relevam da acção mediática dos sindicatos, considerando que os seus colaboradores foram manipulados por objectivos políticos sindicais contrários à tradição de diálogo da empresa", adianta o comunicado.

    A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores de Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio Escritórios e Serviços dos Açores (SABCES-Açores) e Sindicato dos trabalhadores Agro-alimentares e Hotelaria da Região Autónoma dos Açores (SINTABA/Açores).
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