BPP

CMVM autorizou alavancagem até sete milhões de euros por cliente


 

Lusa / AO online   Economia   26 de Nov de 2009, 15:44

O contrato de gestão de carteiras entre os clientes e o BPP, aprovado pela CMVM, permitia ao banco fazer operações de alavancagem nas carteiras de obrigações até um máximo de sete milhões de euros, independentemente do valor aplicado pelos clientes.
De acordo com as condições gerais de gestão de carteira - autorizadas pelo conselho directivo da CMVM numa carta enviada ao BPP a 16 de Setembro de 2005, a que a Lusa teve acesso - o endividamento estava previsto no ponto 3.2 h), onde se lê que o titular de conta autoriza o Banco Privado Português (BPP) a "realizar operações de alavancagem, ou seja, adquirir para as carteiras activos financeiros que representem um valor superior ao valor entregue para depósito/gestão, o qual deverá ser financiado".

Já no ponto 3.4 d) está descrito que, "no que respeita às carteiras de obrigações, as posições curtas, por carteira, não podem exceder o valor nominal de 7 milhões de euros", com a alínea e) do mesmo ponto a precisar que "o valor da alavancagem referido na alínea h) do ponto 3.2 não pode, no que respeita às carteiras de obrigações, ultrapassar o valor nominal de 7 milhões de euros. No que respeita às carteiras de acções, o valor da carteira alavancada não poderá exceder três vezes o valor entregue para gestão".

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