CGD passa de prejuízos a lucros de 194 ME no 1.º semestre

CGD passa de prejuízos a lucros de 194 ME no 1.º semestre

 

Lusa/Ao online   Economia   28 de Jul de 2018, 01:53

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve lucros consolidados de 194 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que compara com os prejuízos de 50 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2017, divulgou esta sexta feira o banco.

Entre janeiro e junho deste ano, a margem financeira caiu 2% em termos consolidados para 593 milhões de euros, o que atribuiu ao impacto da desvalorização cambial das moedas de Angola e de Macau face ao euro.

Apenas em Portugal, a CGD aumentou a margem financeira (diferença entre juros pagos nos depósitos e juros cobrados no crédito) em 6%, para 367,2 milhões de euros

Os resultados de serviços e comissões consolidados aumentaram 10%, para 239 milhões de euros, “beneficiando de um aumento de 21,3 milhões de euros” em Portugal (mais 13,3%), segundo a CGD.

No total, o produto bancário caiu 15%, para 889,3 milhões de euros, o que a CGD justifica com a queda significativa dos resultados de operações financeiras, uma vez que foram elevados esses resultados em 2017.

Já a constituição de provisões e imparidades (para fazer face a perdas, nomeadamente com crédito) desceu significativamente, 89%, para 45 milhões de euros, segundo o banco. O ano passado até junho tinham sido constituídos 390 milhões de euros em provisões.

Nos custos da estrutura, os gastos recorrentes caíram 14%, para 465 milhões de euros. Contudo, destes valores estão excluídos os custos de 50,7 milhões de euros em 2018 com o programa de redução de trabalhadores, sobretudo, e de gastos gerais administrativos.

O rácio de eficiência (cost-to-income em inglês, que representa o peso dos custos face a receitas) ficou em 50,8%.

No balanço, o crédito a clientes (líquido) desceu 6%, para 53,6 mil milhões de euros, face ao período homólogo, e os depósitos recuaram 3,9%, para 64,2 mil milhões de euros.

Apenas em Portugal, os depósitos aumentaram 3,5% face a final de 2017, para 54,1 mil milhões de euros, enquanto o crédito a clientes (bruto) desceu 2,5%, para 47,6 mil milhões de euros, o que a CGD diz que “reflete a tendência de mercado” e a redução de malparado.

Em contrapartida, acrescenta, o crédito a empresas cresceu em Portugal 6% face a final de 2017, para 8,3 mil milhões de euros.

Em Portugal, a CGD é líder, quer em crédito (com quota de mercado de 20%, sendo de 25% no crédito à habitação), quer nos depósitos (com quota de mercado de 26%).

Por geografias, a atividade em Portugal contribuiu com 118,7 milhões de euros, quando o ano passado no primeiro semestre foi de prejuízos de 169,5 milhões de euros, e os negócios internacionais com 75,4 milhões de euros, menos 37% do que há um ano.

O BNU Macau contribuiu com 31 milhões de euros, França com 10 milhões, BCI Moçambique com 10 milhões e os restantes com 25 milhões de euros.

Na conferência de imprensa de hoje, de apresentação dos resultados do primeiro semestre, o presidente da CGD disse que um dos objetivos que tem é que a CGD passe a ter ‘rating’ de investimento junto das agências de notação financeira e que é para esse desafio que o banco público trabalha diariamente.



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