Centenas de pessoas participaram nas exéquias fúnebres do bispo emérito de Angra

Centenas de pessoas participaram nas exéquias fúnebres do bispo emérito de Angra

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Ago de 2012, 12:25

Centenas de pessoas participaram hoje nas exéquias fúnebres do bispo emérito de Angra, D. Aurélio Granada Escudeiro, que faleceu sábado em Ponta Delgada, nos Açores, e foi recordado como

“Era um homem cheio de fé, convicções e ideias firmes. Contribuiu muito para o crescimento da Igreja nos Açores”, afirmou monsenhor Weber Machado, em declarações à Lusa, acrescentando que o bispo “marcou uma época conturbada”, já que assumiu a liderança da diocese açoriana em 1974.

O prelado, que também concelebrou hoje a cerimónia religiosa, salientou que o bispo emérito de Angra era “um grande devoto do Senhor Santo Cristo dos Milagres, tendo contribuído para que o culto ganhasse outra dimensão ao convidar bispos e cardeais" para presidirem anualmente à festa em Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel.

Monsenhor Weber Machado revelou ainda que, por vontade de D. Aurélio Granada Escudeiro, o seu anel de bispado será entregue ao tesouro do Senhor Santo Cristo dos Milagres, cuja imagem permanece durante o ano no Convento da Esperança.

D. Aurélio Granada Escudeiro foi o 37.º Bispo de Angra, cargo que desempenhou até 1996, altura em que lhe sucedeu D. António Sousa Braga, que, por estar fora da região, não esteve presente nas exéquias fúnebres de hoje em Ponta Delgada.

Para o padre Duarte Melo, pároco da Igreja de S. José, onde decorreram as exéquias, o bispo emérito de Angra era “uma figura incontornável da Igreja nos Açores”, descrevendo-o como “homem de grande austeridade, perfil muito próprio, de convicções e disciplina”, que geriu uma diocese “difícil de governar, dada a sua insularidade e dispersão”.

A celebração eucarística foi presidida por D. Augusto César, bispo emérito de Portalegre – Castelo Branco, diocese onde nasceu D. Aurélio Granada Escudeiro, a 29 de Maio de 1920.

Os restos mortais do bispo emérito de Angra serão ainda hoje transportados para a ilha Terceira, onde quarta-feira se realiza uma cerimónia fúnebre na Sé Catedral, sendo depois sepultados num jazigo da diocese respeitando a vontade de D. Aurélio Granada Escudeiro.


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