Açoriano Oriental
Açores/Eleições
CDU diz ser "essencial derrubar a maioria absoluta" do PS

O coordenador do PCP nos Açores disse este sábado ser "essencial derrubar a maioria absoluta" do PS na região, sublinhando que comunistas e ecologistas têm um projeto de "médio-longo" prazo que responde aos "problemas de fundo" do arquipélago.

CDU diz ser "essencial derrubar a maioria absoluta" do PS

Autor: AO Online/ Lusa

"É essencial derrubar a maioria absoluta [do PS]. Essa é a grande questão, a grande mudança que é colocada aos açorianos e às açorianas. A escolha é entre a continuidade do poder absoluto e a democracia que só floresce num quadro parlamentar" diverso, declarou Marco Varela, que falava sobre as eleições legislativas regionais deste mês.

O comunista falava em Ponta Delgada, numa sessão pública de apresentação do manifesto eleitoral da CDU (que junta PCP ao partido Os Verdes), encontro com a presença do secretário-geral dos comunistas, Jerónimo de Sousa.

"Este é um manifesto que é diferente e único porque tem atrás de si a garantia do cumprimento do que assumimos perante os açorianos", acrescentou ainda Marco Varela, criticando o PS, que lidera o executivo regional desde 1996, pela "governação à vista" e falta de "visão clara para o futuro dos Açores".

Para o líder dos comunistas na região, "os salários e rendimentos" dos açorianos, numa altura de crise económica espoletada pela covid-19, "são cada vez mais insuficientes para garantir uma vida digna".

O fim dos "falsos recibos verdes" e da "renovação abusiva de contratos a termo" são medidas defendidas pela CDU, acrescentou ainda Marco Varela, que pediu também a redução de custos na fatura da energia, aumento de vários complementos económicos e sociais ou apoios específicos às pequenas e médias empresas (PME).

O reforço de verbas para o Serviço Regional de Saúde e para o setor da educação foi também assinalado pelo dirigente comunista.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.



 
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