CDU/Açores acusa Governo Regional de "adiar" investimentos no Pico


 

Lusa/Ao online   Regional   25 de Ago de 2018, 21:08

A CDU/Açores acusou este sábado o executivo regional socialista de "adiar" investimentos importantes no Pico, apontando o exemplo do concelho das Lajes, onde há "um acentuar progressivo de problemas" em várias áreas.

“Há demasiado tempo que o Governo Regional e o PS/Açores se dedicam apenas a tentar minorar problemas de curto prazo, tomando medidas ou, mais frequentemente, prometendo investimentos que são sempre adiados, apenas para tentar silenciar descontentamentos ou obter ganhos políticos imediatos, sem enfrentar as questões de fundo, criando grandes obstáculos ao desenvolvimento da ilha do Pico, e à melhoria das condições de vida dos Picoenses”, é referido numa nota dos comunistas açorianos.

No comunicado, divulgado no final de uma visita de dois dias do coordenador regional da CDU ao concelho das Lajes do Pico, o partido alerta para “um acentuar progressivo e imparável dos problemas”, alegando que “as obras são feitas mediante o calendário eleitoral, sem respeitarem a questão central e essencial, o contributo das infraestruturas para o desenvolvimento da economia local e criar mais e melhor qualidade de vida aos picoenses e a quem os visita”.

A CDU/Açores aponta como exemplo a situação da vila do concelho das Lajes do Pico que “ao longo dos anos tem vindo a ser maltratada pelo Governo Regional e Câmara Municipal”.

“Existe um conjunto de empresários a inovarem e a criarem emprego, a desenvolver o concelho e a atrair cada vez mais pessoas e turismo", o que "não é acompanhado pelo poder político no desenvolvimento deste concelho, nomeadamente no que diz respeito ao porto das Lajes do Pico e às estruturas de apoio aos pescadores e às empresas de turismo”, a reparação do molho e ainda "a obra adiada de recuperação do clube naval que serve de apoio ao património baleeiro", lê-se na nota.

Para a CDU, a agricultura é outro setor que “atravessa vários problemas no concelho”, nomeadamente no que diz respeito “à manutenção dos caminhos agrícolas, ao baixo preço do litro de leite pago ao produtor, a que acrescem outras dificuldades, como os anunciados cortes nos fundos comunitários, os elevados custos de produção e a seca que está a afetar várias ilhas”.

Na saúde, “não avançaram as obras de reabilitação das instalações do Centro de Saúde” e “não se concretiza o comprimento das promessas eleitorais de estarem em funcionamento duas viaturas de suporte imediato de vida (SIV)”, assim como “não está em funcionamento o posto avançado dos Bombeiros na Piedade”, é ainda referido.



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