CCIA considera um fracasso a situação do transporte de passageiros no início deste verão

CCIA considera um fracasso a situação do transporte de passageiros no início deste verão

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   26 de Jun de 2019, 13:34

A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) analisou a situação do transporte de passageiros inter-ilhas, aéreo e marítimo, no início deste verão, considerando-o um fracasso.

Para a Câmara do Comércio dos Açores, o problema torna-se mais grave, quando abrange as três empresas tuteladas pelo governo regional, prejudicando, simultaneamente, residentes e turistas, numa altura em que “muito se propala turismo de qualidade, que pressupõe serviços de qualidade”, adianta comunicado.


Desta forma, a CCIA entende ser prioritário a adoção de um novo modelo de obrigações de serviço público inter-ilhas, mais flexível e a ser aplicado já em 2020, atendendo a todas as contingências operacionais ocorridas ao longo deste ano. Referindo que à SATA Air Açores é “cometida a missão de ser o pilar principal do desenvolvimento das várias ilhas, distribuindo pelas mais pequenas, parte dos fluxos turísticos que nos procuram, utilizando as principais portas de entrada, existe, no momento, um modelo de obrigações de serviço público ultrapassado e desajustado da realidade atual, e que só termina em 2021”.


No que diz respeito à Azores Airlines e salientando o facto da empresa estar a seguir “um caminho sinuoso do ponto de vista operacional, sem aviões, sem pilotos, com cancelamentos constantes em ilhas como o Faial e Pico, e com despesas incontroláveis em ACMIs nas outras rotas, levando a que as perspetivas para 2019 já não fujam a mais uma catástrofe financeira para a empresa”, a Câmara do Comércio dos Açores considera fundamental uma “redefinição do modelo de negócio da empresa para o futuro imediato, sem o que a Região será arrastada para uma situação financeira ainda mais difícil do que a atual, com uma situação crónica de pagamentos em atraso a fornecedores”, explica o comunicado.


No caso do transporte marítimo, a CCIA refere que a Atlanticoline “parece já ser mais um caso incorrigível de falhas graves” e que ao fim de 20 anos ainda “não se conseguiu programar o serviço de barcos, a tempo e horas, repetindo-se os mesmos erros ano após ano”. Por isso, consideram que não é compreensível que a Atlanticoline “não receba indicações para praticar um planeamento plurianual, com barcos contratados para vários anos, permitindo o compromisso com horários e tarifas a tempo e horas, para que também sirva o turismo, o que, nas condições atuais, não é possível”.


A finalizar o comunicado, a Câmara do Comércio dos Açores sublinha que “em condições normais, os acionistas definem objetivos, contratam administradores profissionais, comprometem-se com a disponibilização de condições necessárias e facultam-lhes a liberdade necessária para que atinjam os objetivos definidos. Entende a CCIA que este deve ser o modelo a aplicar no Setor Público Empresarial Regional, o que não está a acontecer, há já demasiados anos”.



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