Casa Pia

Cavaco Silva quer que investigação seja levada "até ao fim"


 

Lusa / AO online   Nacional   10 de Out de 2007, 12:42

O Presidente da República, Cavaco Silva, afirmou hoje que a investigação do processo Casa Pia deve ser levada até ao fim, já que as entidades que a conduzem têm essa responsabilidade "perante todos os portugueses".
    "Eu espero que estas entidades [de investigação] não deixem de levar toda a investigação até ao fim. É a sua competência e a sua responsabilidade, de alguma forma, perante todos os portugueses", disse Cavaco Silva, questionado pelos jornalistas no final de uma visita aos Açores.

    O chefe de Estado adiantou ainda que, em breve, vai reunir-se com o Procurador-Geral da República "não sobre este caso em particular, mas sobre a actividade geral da investigação no país".

    No passado fim-de-semana, a ex-provedora da Casa Pia Catalina Pestana afirmou em entrevista ao semanário Sol não ter "dúvidas nenhumas de que ainda existem abusadores internos" na instituição e que terá participado as suas suspeitas ao Procurador-geral da República.

    Na entrevista, a ex-provedora adianta também que tem "fortes suspeitas de que redes externas continuam a usar miúdos da Casa Pia [de Lisboa] para abusos sexuais".

    Catalina Pestana, nomeada provedora nos finais de 2003, após ter rebentado o escândalo de pedofilia com alunos da instituição que está em julgamento no Tribunal do Monsanto, em Lisboa, com sete arguidos, afirma que um dia antes de abandonar o cargo, a 10 de Maio deste ano, enviou uma carta ao procurador-geral da República a "contar detalhadamente" as suas suspeitas.

    "Sei que ele mandou abrir um inquérito porque já fui ouvida", garante, acrescentando: "Não sei o que aconteceu entretanto, mas espero que, com a mesma frontalidade com que o senhor procurador diz que o Código de Processo Penal tem de ser alterado, também não deixe ficar esse inquérito no fundo da gaveta".

    Os arguidos em julgamento no processo Casa Pia são o ex-motorista casapiano Carlos Silvino da Silva ("Bibi"), o antigo provedor adjunto da instituição Manuel Abrantes, o apresentador de televisão Carlos Cruz, o médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto, o advogado Hugo Marçal e Gertrudes Nunes, a proprietária de uma vivenda em Elvas onde alegadamente terão ocorrido abusos sexuais de menores.
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