Casal de professores condenado à morte por obrigar alunas a prostituirem-se


 

Lusa/AO online   Internacional   19 de Dez de 2007, 09:11

Um casal chinês de professores foi condenado à morte por obrigar 23 raparigas à prostituição, a maioria delas suas alunas e menores de idade, informou  a agência noticiosa chinesa.
     De acordo com a agência estatal Nova China, Zhao Qingmei e o seu marido Chi Yao, professores do ensino primário e secundário respectivamente, na escola de Weining, foram acusados da prática de proxenetismo entre Março e Junho de 2006, segundo a sentença do Tribunal Popular Intermédio de Bijie.

    O casal, que esteve na lista dos criminosos mais procurados do país, recebeu a sentença máxima de condenação à morte na província de Guizhou, no sul da China.

    Vinte e duas das jovens eram alunas de Zhao e Chi, e a outra vítima era de uma localidade vizinha.

    A condenação de Chi foi suspensa, podendo resultar numa sentença de prisão perpétua ao fim de dois anos se o réu mostrar arrependimento e boa conduta, de acordo com a legislação chinesa.

    O casal foi preso em Agosto de 2006 em Panzhihua, na província Sichuan, no sudoeste do país, depois da polícia emitir uma ordem de busca e captura de "classe A", que colocou marido e mulher entre os fugitivos chineses mais procurados.

    A polícia ofereceu uma recompensa de cerca de 930 euros em troca de informações sobre o paradeiro dos criminosos.

    Outro professor da escola, Hai Long, e a sua mulher Li Huiyuan foram condenados a penas de prisão de 11 e 13 anos, respectivamente, pelos mesmos motivos, de acordo com a sentença.

    O grupo lucrou cerca de 3.040 euros com a sua actividade.

    A China é o país do mundo onde se ditam mais sentenças de morte, cujo número o governo se nega a divulgar, considerando o assunto secreto.

    Segundo investigações da Amnistia Internacional (AI), em 2006 pelo menos 1010 pessoas foram executadas e 2790 condenadas à morte, embora os números reais possam ser superiores.

    De acordo com o Supremo Tribunal chinês, as execuções no país diminuíram cerca de 10 por cento nos cinco primeiros meses deste ano.

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