"Candidatura de Gaudêncio ao PSD/Açores é mera continuidade"

"Candidatura de Gaudêncio ao PSD/Açores é mera continuidade"

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Ago de 2018, 15:02

O candidato à liderança do PSD/Açores Pedro Nascimento Cabral reforçou esta quinta-feira a intenção de aprofundar a autonomia da região e atacou a candidatura de Alexandre Gaudêncio, que diz dar continuidade às políticas do atual líder, Duarte Freitas.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Ponta Delgada, o advogado Pedro Nascimento Cabral apresentou as suas propostas para um projeto de aprofundamento da autonomia na região e traçou as diferenças entre a sua candidatura e a do presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio.

As propostas do candidato passam pela extinção do cargo do Representante da República ou a implementação de listas eleitorais abertas, no âmbito das eleições legislativas regionais.

Em relação ao seu adversário, o advogado acusou a candidatura de ser de “continuidade da linha política de Duarte Freitas”, o ainda líder do PSD/Açores, uma política que considera responsável pelos maus resultados do partido.

"Não se pode vir agora assumir uma candidatura de estar desprendida do passado político do PSD nos últimos seis anos, quando, nestes últimos seis anos, o meu adversário político assumiu cargos de tremenda responsabilidade no Partido Social-Democrata dos Açores", vincou o candidato eleitoral.

Pedro Nascimento Cabral culpou ainda Alexandre Gaudêncio por falhar aos militantes do partido, exemplificando que, enquanto presidente do PSD de São Miguel, o autarca “colocou, nos primeiros seis lugares, duas candidatas oriundas do Partido Socialista e os militantes do PSD que faziam parte destas listas foram renegados para trás, para lugares não elegíveis”.

O social-democrata criticou também a atuação do Governo Regional do PS, que diz revelar “falta de motivação e de engenho para elevar os Açores a outros patamares de progresso” e reiterou a intenção de apresentar uma moção de censura ao executivo socialista.

As eleições internas do partido foram agendadas para 29 de setembro, depois de o atual líder ter anunciado que estava de saída do cargo, por “falta de condições pessoais e familiares”.



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