Cultura

Canavilhas diz ter a certeza que a Cultura vai ser alvo de uma "atenção especial"

Canavilhas diz ter a certeza que a Cultura vai ser alvo de uma "atenção especial"

 

Lusa/AO online   Nacional   29 de Nov de 2009, 14:04

A ministra da Cultura disse hoje ter "a certeza que a Cultura vai ser alvo de uma atenção especial" no Orçamento de Estado (OE) para 2010, considerando que "foi identificada como factor de desenvolvimento nacional pelo primeiro-ministro".

"Não tenho nenhuma dúvida que vai haver para a Cultura uma atenção especial do senhor primeiro-ministro e do senhor ministro das Finanças, tendo em conta o pressuposto de que, cada vez mais, é um eixo de desenvolvimento nacional", afirmou hoje Gabriela Canavilhas, que esteve na Casa da Música a comentar um concerto da Orquestra Nacional do Porto. Em declarações aos jornalistas, a ministra da Cultura escusou-se a fazer uma previsão sobre a percentagem do OE que será atribuído ao seu ministério, mas lembrou que "a Cultura movimenta 2,8 por cento do PIB [Produto Interno Bruto], em termos de receitas", o que, acrescentou, "é mais do que o investimento público que é feito para a Cultura".  "Ainda é cedo para falar de números", considerou, lembrando que "os números estão a surpreender pela negativa, em termos gerais, e os números que vierem para a Cultura vão ter em conta esse contexto". Apesar de estar consciente de que o OE tem que ter em conta as dificuldades económicas, Gabriela Canavilhas reforçou que "o orçamento tem que permitir a promoção de iniciativas e de estratégias que façam da Cultura uma nova maneira de estar e de desenvolver o país".  A ministra da Cultura recordou que o primeiro-ministro "já manifestou, quer antes das eleições quer no discurso de apresentação do programa de Governo, o interesse e a atenção que quer dar à Cultura como eixo estratégico de desenvolvimento nacional". Após os comentários à Sinfonia "Órgão" de Camille Saint-Saens, na Casa da Música, Gabriela Canavilhas disse aos jornalistas que não vai interromper as actividades que tinha antes de ser ministra, realçando que "a proximidade vai ser um instrumento útil" nas decisões que tiver que tomar no novo cargo. "Acredito numa política de proximidade e temos que estar próximos dos agentes culturais para termos um conhecimento íntimo da matéria que vou trabalhar para ter uma leitura correcta das coisas", afirmou. "Todas as pontes que fui fazendo com o meio cultural não vou interromper durante este mandato. Quero manter essa proximidade até porque vai ser um instrumento útil para mim nas decisões que vou ter que tomar", reforçou a ministra da Cultura.


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