Câmara do Porto investe 500 mil euros no regresso do Rali de Portugal em 2018

Câmara do Porto investe 500 mil euros no regresso do Rali de Portugal em 2018

 

Lusa/AO online   Outras modalidades   18 de Jan de 2018, 15:57

O rali de Portugal vai voltar ao Porto em 2018 para uma classificativa citadina com alterações ao traçado de 2016 e um investimento municipal que volta a rondar os 500 mil euros, revelou hoje à Lusa a autarquia.

“O traçado ainda está a ser estudado com o Automóvel Clube de Portugal (ACP), mas haverá alterações. O envolvimento da Câmara do Porto será semelhante ao de 2016, devendo rondar os 500 mil euros, entre pagamentos de ‘fee’ [taxas] e custos logísticos de organização”, descreve a autarquia numa resposta enviada à Lusa, na qual explica que receberá o “retorno direto da bilheteira” e um “retorno extraordinário” devido à transmissão televisiva para “mais de 100 países”.

No seu portal de notícias, a câmara revela que este ano “a zona da Trindade será libertada” do evento para “facilitar as acessibilidades” e que “a zona dos Clérigos será pela primeira vez usada como cenário” da classificativa que, segundo a empresa municipal Porto Lazer, chega ao Porto “a 18 de maio, com duas passagens ao fim da tarde”.

“O centro do Porto vai voltar a receber os melhores pilotos do Campeonato do Mundo de Ralis no dia 18 de maio. Tal como em 2016, a Porto Street Stage vai integrar o programa oficial da 52.ª edição do Rali de Portugal, com duas passagens ao final da tarde de sexta-feira, com início às 19:03 e 19:28”, descreve a empresa municipal no seu site.

A Porto Lazer acrescenta que este ano o Rali de Portugal “constituirá a sexta prova do calendário do Mundial de Ralis, disputando-se uma vez mais na zona Norte do país, entre os dias 17 a 20 de maio”.

Questionado pela Lusa sobre mais detalhes do novo traçado da prova, o gabinete de comunicação da Câmara do Porto vincou que o mesmo “ainda está a ser estudado com o ACP”.

A Lusa perguntou também qual o envolvimento financeiro na organização do evento, tendo o gabinete respondido que “será semelhante ao de 2016, devendo rondar os 500 mil euros, entre pagamentos de ‘fee’ e custos logísticos de organização”.

A autarquia destaca que a competição realizada na cidade “terá um retorno direto de bilheteira que reverte para a Câmara”.

De acordo com a Porto Lazer, em 2016 assistiram à Street Stage do Porto, que se centrou na Avenida dos Aliados, junto à Câmara do Porto, “mais de 80 mil espetadores”.

O gabinete de comunicação da câmara acrescenta que a prova será transmitida “para mais de 100 países, através de transmissão internacional, representando um retorno extraordinário”.

No seu portal de notícias, a autarquia diz mesmo que o Rali de Portugal representa “um binómio investimento/retorno dos mais atraentes”, notando que “em 2017, mesmo sem a Street Stage do Porto, resultou num retorno de 137 milhões de euros para o país”.

De acordo com a Porto Lazer, “em 2018 haverá algumas novidades no percurso, que chegará também à zona dos Clérigos, permitindo assim ampliar as zonas de público e melhorar ainda mais a mobilidade na cidade”.

“Em 2016, na primeira vez que o Campeonato do Mundo de Ralis entrou na cidade de forma competitiva, o trabalho extraordinário da organização permitiu que as avenidas dos Aliados e D. Afonso Henriques, onde maioritariamente decorreu a competição, estivessem interrompidas ao trânsito apenas no dia da prova”, acrescenta a empresa.

O presidente do ACP, Carlos Barbosa, revelou na quarta-feira que o Rali de Portugal 2018 vai passar pelo Porto, cidade onde vai regressar a “Porto Street Stage” e vai ser “ainda maior do que no ano passado, porque alargámos, sobretudo, as zonas do público e de mais fácil acesso aos espetadores”.

Barbosa falava aos jornalistas à margem da cerimónia de inauguração da Feira Internacional de Turismo de Madrid (Fitur).



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