Bloco de Esquerda lembra promessas não cumpridas pela República nos Açores

Bloco de Esquerda lembra promessas não cumpridas pela República nos Açores

 

Lusa/AO online   Regional   16 de Mai de 2018, 17:35

A deputada do Bloco de Esquerda ao parlamento dos Açores, Zuraida Soares, lembrou hoje uma série de promessas feitas pelo Governo da República em relação ao arquipélago que estão ainda por cumprir.

Numa declaração política feita no plenário da Assembleia Regional, reunida na Horta, a bloquista referiu-se, entre outras, às obras de construção do novo estabelecimento prisional de Ponta Delgada, à instalação do Radar Meteorológico na Terceira e ao Centro de Investigação das Ciências do Mar, previsto no Faial, que não passaram ainda do papel.

"Esta política de lindas e generosas palavras e poucos ou nenhuns atos não pode continuar e a Região Autónoma dos Açores tem de dizer, alto e bom som, basta!", criticou Zuraida Soares, recordando que as "promessas", "prazos", "farsas" e "juras de amor" têm vindo a ser "sempre e sempre adiados".

Na resposta, André Bradford, líder parlamentar do PS, lamentou a forma "radical" como o BE/Açores se posiciona quando se refere a compromissos do Governo da República, recordando que esperava uma posição crítica "de todos os partidos, menos do Bloco de Esquerda".

"Não é legítimo que um partido que é essencial na governação política do país, quando alguma coisa está mal, coloque-se à margem e diga que nada tem a ver com isso e que tudo o que corre mal é culpa do PS", lamentou o parlamentar socialista, concluindo que até Catarina Martins, líder nacional do BE, chega a ter maior "ponderação" nos seus discursos.

Artur Lima, líder da bancada do CDS, aproveitou as críticas ao Governo da República para manifestar o seu desagrado pelo facto de o executivo de António Costa ter cobrado dinheiro ao Governo dos Açores, pela cedência de um terreno destinado à construção do novo terminal de cargas da Aerogare Civil das Lajes, na Terceira.

"É de bradar aos céus e de lamentar que o Governo da República tenha cobrado 148 mil euros por um pedaço de terreno para construir uma infraestrutura fundamental para o desenvolvimento da ilha Terceira", quando a promessa era de que essa cedência fosse "gratuita".

Também Luís Maurício, da bancada do PSD, recordou que os socialistas chegaram a prometer, no início da legislatura, a construção de um novo estabelecimento prisional em Ponta Delgada, mas lembrou que os açorianos "já não acreditam" nessas promessas.

Mas o secretário regional adjunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto Messias, entende que as obras de construção do novo Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada irão avançar ainda nesta legislatura, recordando que o Governo Regional já cedeu um terreno para o efeito.

O governante referiu-se também ao novo terminal de cargas da Aerogare Civil das Lajes para explicar que a solução encontrada para a afetação do terreno pertencente ao Estado resulta de uma "visão rígida dos tecnocratas do Terreiro do Paço", que entendem que esta transferência de propriedade obriga ao respetivo pagamento.

Já Paulo Estêvão, deputado do PPM, insurgiu-se contra o estado "caótico" em que funcionam alguns serviços do Estado na região, dando como exemplo a Conservatória do Registo Civil e Predial da ilha do Corvo, a mais pequena dos Açores, onde o conservador, nos últimos seis meses, "apenas esteve na ilha 24 horas".



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