Sociedade

Bispo alerta para dificuldades na transmissão de valores católicos

Bispo alerta para dificuldades na transmissão de valores católicos

 

Lusa/AO online   Regional   25 de Jul de 2010, 23:11

O bispo de Angra, D. António de Sousa Braga, alertou hoje, no 550.º aniversário do povoamento da ilha do Pico, Açores, para as dificuldades das famílias na transmissão dos valores católicos às novas gerações.

“Não estamos aqui apenas a fazer memória ou a lembrar este momento, mas também a marcar o presente e a preparar o futuro, porque as pessoas e as comunidades são como as árvores, vivem das raízes”, afirmou D. António de Sousa Braga. Nesse sentido, defendeu a necessidade de uma “verdadeira união” entre a Igreja e a família para tentar passar o “testemunho de fé” às novas gerações. Para o bispo, que presidiu a uma missa campal na vila da Madalena do Pico, comemorativa dos 550 anos do povoamento desta ilha, o grande desafio da Igreja atualmente é transmitir os “valores” do catolicismo aos mais novos. “As famílias têm sentido dificuldade em passar o testemunho da fé às novas gerações”, afirmou, defendendo que a Igreja e a família “devem dar as mãos” e formar uma “verdadeira união” para superar esta dificuldade. A celebração eucarística realizada esta tarde, que juntou os padres de todas as paróquias do Pico e as imagens dos 19 padroeiros da ilha, foi, segundo o bispo, “uma grande manifestação de unidade da comunidade católica da ilha do Pico”. No final da missa campal, realizada junto à igreja paroquial da Madalena do Pico, em que participaram centenas de pessoas, realizou-se uma procissão com as imagens dos 19 padroeiros do Pico. O povoamento desta ilha do grupo central dos Açores começou há 550 anos, mais tarde do que na maioria do arquipélago. Este atraso terá sido provocado pela topografia da ilha, que dificultava a abordagem marítima dos povoadores, mas também pela infertilidade dos terrenos, cobertos com pedra basáltica. Segundo os historiadores, o povoamento do Pico só terá começado no início da década de 1480, data a partir da qual passou a ser parte integrante da capitania da vizinha ilha do Faial, de onde terão vindo os primeiros povoadores. O povoamento do Pico terá começado pelas Lajes, no lado sul, provavelmente devido à existência de muitas ribeiras nessa zona e às temperaturas mais elevadas, acabando este por ser, em finais do século XV, o primeiro município da ilha. Atualmente, o Pico tem três concelhos (Madalena, S. Roque e Lajes), onde vivem cerca de 15 mil pessoas.


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