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BES vai continuar a reduzir o número de balcões devido a utilização crescente da Internet

BES vai continuar a reduzir o número de balcões devido a utilização crescente da Internet

 

Lusa/AO Online   Economia   31 de Jul de 2012, 08:39

O BES vai continuar a reduzir o número de balcões, depois de no primeiro semestre ter encerrado 32, o que é justificado pela crescente utilização da Internet para fazer as operações bancárias.

 

“Vamos continuar a reduzir o número de balcões e mudar o perfil de atendimento, mas não vai ser de forma abrupta”, disse hoje o presidente do BES, explicando que, nos primeiros seis meses de 2012, o banco fechou 32 balcões.

Na conferência de imprensa de divulgação dos resultados, Ricardo Salgado explicou que o encerramento de balcões foi acompanhado por uma redução em 77 do número de trabalhadores, por não substituição de reforma por idade e não renovação de contratos a termo.

O presidente do BES explicou que o critério para o encerramento de balcões tem a ver com a menor procura por parte dos clientes, que utilizam cada vez mais a Internet para realizar as operações financeiras.

“O banco continua a captar clientes de forma crescente, mas os meios eletrónicos têm evoluído como plataforma de transação bancária”, explicou, mostrando as estatísticas que revelam que o Internet Banking está a ter uma prestação crescente, o que é transversal a todos os países europeus, fundamentalmente devido à juventude”.

No primeiro semestre de 2012, o lucro do BES caiu 85,7 por cento em relação ao período homólogo, para 25,5 milhões de euros, acima das expetativas dos analistas.

"No primeiro semestre, os resultados do BES continuaram a ser fortemente condicionados pelas incertezas acerca do futuro da zona euro, pelo programa de ajustamento financeiro que Portugal acordou com a 'troika' e pela recessão económica doméstica", explica a instituição no comunicado ao mercado.

Ainda assim, refere, "se não fosse o impacto não recorrente de 54 milhões da primeira consolidação integral da BES Vida, o resultado do primeiro semestre teria atingido cerca de 80 milhões de euros".

Ricardo Salgado apontou ainda o dedo à “carga fiscal desproporcionada”, realçando que o BES contribuiu com mais 101 milhões de euros para os cofres do Estado no primeiro semestre deste ano.

O peso da carga fiscal aumentou devido “à não elegibilidade fiscal das perdas realizadas nas participações estratégicas”, isto é, na EDP e na Portugal Telecom.

O resultado financeiro alcançou os 607,6 milhões de euros, um crescimento de 11,9 por cento, o que reflete a consolidação integral da BES Vida e na melhoria da margem financeira de 1,55 para 1,76 por cento.

Os custos operativos no primeiro semestre foram de 559,5 milhões de euros, um valor semelhante ao semestre homólogo, beneficiando da redução de custos com a atividade doméstica, que caíram 2,5 por cento para 387,8 milhões de euros.

Em contrapartida, os custos aumentaram 7,4 por cento na atividade internacional, para 171,7 milhões de euros, “em grande parte devido à entrada em atividade das novas sucursais da Venezuela e do Luxemburgo”.

Até junho, os depósitos aumentaram mais de 2,5 por cento face ao período homólogo e, por seu lado, o crédito a particulares e a empresas caíram, 2,2 e 0,6 por cento, respetivamente.


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