BES garante que não estuda compra ou partilha do BCP


 

Lusa / AO online   Economia   25 de Out de 2007, 12:11

O presidente da comissão executiva do BES, Ricardo Salgado, garantiu esta quinta-feira que este banco não está a estudar a compra do BCP nem em conversações com outros bancos para o fazer.
 "Do BES não sairá nenhuma iniciativa para adquirir este ou aquele banco", afirmou Ricardo Salgado, confrontado com rumores de que existem conversações, que envolveriam também a Caixa Geral de Depósitos (CGD) para adquirir e dividir os negócios e activos do BCP.

"Não há conversa (…) se há não são com o BES", sublinhou o presidente do segundo maior banco privado português, durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados trimestrais da instituição a que preside.

Ricardo Salgado advoga que o desmembramento do BCP "não seria positivo para o país" mas pior seria que o banco fosse comprado por estrangeiros.

Também com uma eventual fusão do BCP com o BPI, outro cenário que tem sido especulado no mercado, o país perderia, na opinião de Ricardo Salgado.

"Nesse caso [fusão BCP/BPI] o maior banco português fica nas maus de um núcleo accionistas fortíssimo estrangeiro", constata o banqueiro, referindo-se ao facto de o catalão La Caixa, o Itau Europa e a Allianz dominarem a estrutura accionista do BPI, que por sua vez é já o maior accionista do BCP, seguido da Eureko.

O Presidente do BES admite que existe a possibilidade do cenário de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre o BCP vinda de grupos estrangeiros.

"É possível que aconteça algo", disse Ricardo Salgado, adiantando que para o BES não seria necessariamente mau.

"Quem ganhou quota de mercado com as fusões [que aconteceram em na banca portuguesa] foi o BES porque os clientes saem", acentuou o presidente deste banco.

A melhor solução para o BCP, advoga contudo Ricardo Salgado, "é continuar como um banco independente com uma nova estratégia, uma nova filosofia de vida".
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