Bento XVI expressou preocupação com crise económica e apelou para a solidariedade

Bento XVI expressou preocupação com crise económica e apelou para a solidariedade

 

Lusa/AOonline   Internacional   4 de Out de 2012, 16:17

O papa Bento XVI expressou esta quinta-feira a sua preocupação com a atual crise económica e defendeu que face a esta é necessário que prevaleça a solidariedade e não o egoísmo.

O papa fez estas considerações durante a missa que oficiou na praça do santuário de Loreto, a 300 quilómetros a leste de Roma, onde se deslocou hoje para recordar a viagem que João XXIII efetuou ao mesmo local há 50 anos para entregar à Virgem o Concílio Vaticano II.

“Na crise atual, que afeta não só a economia, mas vários setores da sociedade, a Encarnação do Filho de Deus diz-nos o importante que é o homem para Deus e Deus para o homem. Sem Deus, o homem acaba por fazer prevalecer o seu próprio egoísmo sobre a solidariedade e o amor, as coisas materiais sobre os valores, o ter sobre o ser”, afirmou.

Bento XVI sublinhou que “é necessário” voltar para Deus “para que o homem volte a ser homem”.

Com Deus – prosseguiu o papa – “não desaparece o horizonte da esperança nem sequer nos momentos difíceis, de crise, já que a Encarnação nos diz que nunca estamos sozinhos, Deus entrou na nossa humanidade e acompanha-nos”.

Em Loreto está guardada a “Santa casa de Nazaré”, na qual viveu a Virgem Maria.

Segundo uma antiga tradição, a Casa da Virgem foi trasladada desde a Nazaré, em 1291, primeiro para Illiria (na atual Croácia) e mais tarde para o território de Racanati, na selva denominada “do Laureto” e sucessivamente sobre a colina onde atualmente está localizada.

Referindo-se à Casa da Virgem, o papa afirmou que “esse templo que é Maria” leva a refletir e a ter a certeza de que a casa de Deus é a casa de todos os homens, “já que onde Cristo habita, os seus irmãos e as suas irmãs nunca são estranhos”.

A casa de Deus, adiantou, “não é uma casa privada, não pertence a uma pessoa ou a uma família, mas é uma morada aberta a todos, que está, como quem diz, no caminho de todos nós”.

Bento XVI afirmou também que a adesão a Cristo não elimina a liberdade, mas ao contrário, cria-a e sustem-na.

“A fé não tira nada à criatura humana, mas permite a sua plena e definitiva realização”, assegurou.

O papa dedicou à Virgem o Ano da Fé, que começará a 11 de outubro, no mesmo dia que há 50 anos começou o Concílio Vaticano II, e o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização, que decorrerá entre 07 e 28 de outubro.


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