Bento XVI chega hoje à tarde a Fátima

Bento XVI chega hoje à tarde a Fátima

 

Lusa/AO Online   Nacional   12 de Mai de 2010, 06:49

 O papa, que se assumiu como "peregrino de Nossa Senhora de Fátima" à chegada a Portugal, estará hoje à tarde no santuário, onde já é esperado por milhares de pessoas.

À chegada a Portugal, na segunda feira, Bento XVI assumiu-se como "peregrino de Nossa Senhora de Fátima" e recordou uma frase do cardeal Cerejeira: "Não foi a Igreja que impôs Fátima, mas Fátima que se impôs à Igreja".

Bento XVI vai aterrar no estádio municipal de Fátima às 17:40, segundo a organização da visita, e cumprirá de seguida, em papamóvel, os cerca de três quilómetros que o levarão ao santuário.

À chegada à Capelinha das Aparições, o papa terá à sua espera centenas de crianças da região que irão cantar para Bento XVI.

Uma saudação a Nossa Senhora de Fátima antecederá a celebração das Vésperas, com sacerdotes, diáconos, religiosos e seminaristas, na Igreja Santíssima Trindade.

Este momento será acompanhado pelos peregrinos que se encontrarem no recinto do santuário através de ecrãs gigantes já instalados.

À noite, a recitação do rosário e a tradicional procissão de velas de 12 de maio será presidida pelo papa, enquanto a missa que se seguirá será presidida pelo secretário de Estado do Vaticano, Tarcísio Bertone, enquanto Bento XVI recolhe ao espaço onde pernoitará, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no santuário, concluindo assim o segundo dia da sua viagem a Portugal.

Bento XVI chegou a Portugal na segunda feira, dia em que reuniu mais de 80 mil pessoas na missa a que presidiu no Terreiro do Paço, em Lisboa, e na qual apelou aos católicos portugueses para terem uma "presença mais irradiante" na vida cultural, económica e política do país.

O primeiro dia da visita o papa ficou também marcado por declarações de Bento XVI sobre os escândalos de pedofilia que envolvem membros da Igreja Católica.

Ainda no avião que o trouxe a Lisboa, na primeira mensagem que Bento XVI pretendeu fazer passar nesta visita, o papa reconheceu que a "maior perseguição à Igreja" não vem de "inimigos de fora, mas nasce do pecado da Igreja".

Tendo como pano de fundo os casos de pedofilia que têm afetado a Igreja Católica, o papa defendeu que "a Igreja tem uma profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, implorar perdão".


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