BE espera que encontro com Trump não se fique pela selfie e aborde direitos humanos

BE espera que encontro com Trump não se fique pela selfie e aborde direitos humanos

 

Lusa/Ao online   Economia   24 de Jun de 2018, 14:21

O BE espera que o encontro entre o Presidente da República português e o homólogo norte-americano, Donald Trump, “não se fique pela selfie” e que Marcelo Rebelo de Sousa se centre nos direitos humanos, das crianças e dos imigrantes.

Marcelo Rebelo de Sousa chega a Washington na terça-feira e vai ser recebido pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington, na quarta-feira.

“Esperamos que essa reunião não se fique apenas e só pela selfie entre os dois governantes e que o Presidente português coloque em cima da mesa matérias importantes como o respeito pela lei internacional sobre os direitos humanos, o respeito pela lei internacional sobre os direitos das crianças e o respeito pelos imigrantes”, apelou o líder da bancada parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, em declarações à agência Lusa.

O deputado bloquista espera assim que o chefe de Estado recorde que “Portugal, na sua relação com os Estados Unidos, é um país que tem milhares de emigrantes com origem portuguesa que ajudaram a construir e a fazer crescer os Estados Unidos da América”.

“Lembrando essa história entre os dois países, pode-se sensibilizar também para uma outra perspetiva face às matérias relativas à imigração”, defendeu, numa semana em que a política da administração norte-americana tem sido criticada internacionalmente pela separação das crianças das suas famílias nas fronteiras.

Na opinião de Pedro Filipe Soares, “é isso que se espera de um Presidente eleito por uma democracia e por um país que, como Portugal é, é um país de emigrantes”.

O líder da bancada bloquista começou por sublinhar que Marcelo Rebelo de Sousa “vai fazer uma visita às comunidades portuguesas nos Estados Unidos”, num total de três.

“Desse ponto de vista cumpre com os anseios das diversas comunidades. É público que algumas delas ficaram menos agradadas pelo facto de terem sido preteridas numa primeira versão da visita e por isso esta forma faseada de garantir que ninguém é esquecido, por um lado, e que o contacto com o Presidente da República de Portugal é valorizado também junto de todas as comunidades portuguesas”, enalteceu.



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