BE e PSD acusam incumprimento no inquérito aos cuidados continuados nos Açores


 

AO Online/ Lusa   Regional   15 de Jun de 2019, 12:49

 Os partidos divergem na apreciação à Comissão de Inquérito à Rede de Cuidados Continuados Integrados dos Açores, com o CDS e PS satisfeitos com a condução dos trabalhos e PSD e BE a denunciarem incumprimento dos objetivos.

Esta sexta-feira, no último dia de audições da Comissão Eventual de Inquérito à Rede de Cuidados Continuados Integrados, em que foram ouvidos responsáveis de instituições que prestam serviços de cuidados continuados de várias ilhas e os secretários regionais da Saúde e da Solidariedade Social, o deputado João Paulo Ávila, do Partido Socialista, e o deputado Jorge Paiva, do CDS, consideraram que os trabalhos foram proveitosos, mas aguardam a aprovação do relatório final para retirarem conclusões.

Proposta pelo PSD, a comissão foi criada na sequência da reportagem da TVI, de 2018, que denunciava alegados maus tratos a idosos nas Unidades de Cuidados Continuados das Santas Casas da Misericórdia de Ponta Delgada e de Angra do Heroísmo.

O centrista Jorge Paiva salientou que, desde que a comissão foi constituída, “os cuidados continuados e os procedimentos foram alterados”, promovendo “melhorias na coordenação” entre as várias equipas.

Já João Paulo Ávila, do PS, reforçou “a responsabilidade de esclarecer os açorianos” e destacou que os trabalhos terminaram com a “audição dos dois membros do governo com responsabilidades nesta matéria”, porque o partido achou “importantíssimo confrontar os membros do Governo Regional com toda a informação que fosse chegando”.

O grupo parlamentar do PSD frisou que a segunda audição dos secretários regionais se deveu a um agendamento potestativo exercido pelos sociais-democratas, já que a presença dos governantes pela segunda vez na comissão não reunia unanimidade na bancada socialista.

Mónica Seidi, deputada do PSD, considerou que “os objetivos da comissão ficaram muito aquém de serem cumpridos” e acusou o Partido Socialista, que tem maioria e preside à comissão, de “boicotes sucessivos a que houvesse um apuramento da verdade; a que esta comissão trabalhasse de forma empenhada e de forma séria”.

A comissão pretendia, em primeira instância, averiguar os acontecimentos relatados na reportagem da TVI, que dava conta de denúncias de maus-tratos nas Santas Casas da Misericórdia de Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, mas também avaliar a rede de cuidados continuados integrados da região.

Em relação a este segundo ponto, a parlamentar achou que “seria imperioso fazer uma visita detalhada às instituições, reunir com as equipas que lá trabalham (…) para que fossem levantadas e esclarecidas todas as questões”, o que não aconteceu.

A opinião é semelhante à do Bloco de Esquerda, que defende que não foram cumpridos, “nem de perto nem de longe, os objetivos desta comissão de inquérito”, afirmou Paulo Mendes.

O deputado lembrou que o “primeiro objetivo falhou a meio, porque não foi possível ouvir o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Angra nem visitar as instalações da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo”.

Quanto às restantes instituições que constituem a rede regional, Paulo Mendes lamenta que não tenha havido a “oportunidade de perceber o que se passava em Santa Maria, Graciosa, Flores, Pico e São Jorge”.


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