Banca portuguesa é "sólida" e cumpre "novos mínimos olímpicos"


 

Lusa/AO online   Economia   30 de Nov de 2011, 16:26

O sistema financeiro português "está sólido" e vai cumprir os novos "mínimos olímpicos dos jogos financeiros" internacionais, e requer mais capital apenas para ser "ainda mais sólido", disse o governador do Banco de Portugal.
"O sistema financeiro está sólido mas temos que ter presente essa necessidade de reforçar essa solidez, um objectivo que está em consonância com um esforço de desalavancagem das famílias e das empresas", disse Carlos Costa em Madrid.

"É sólido e quando se requer mais capital não é porque não é sólido, mas porque se quer um sistema ainda mais sólido. E o próprio sistema tem que responder a novos desafios", afirmou.

O supervisor recordou que a "nova normalidade" significa "bancos mais capitalizados, com menos risco de liquidez e com menos risco de desalavancagem", podendo ser "instrumentos úteis" para ir aos mercados de capital.

Trata-se, afirmou, de cumprir "os novos mínimos olímpicos dos jogos financeiros do futuro. Um 'back to basics'", disse.

"Felizmente que é o que os bancos em Portugal estão a fazer. Reforçar o capital, rever os activos, concentrando-se no seu 'core business' [negócio principal]. A fazer o necessário para que em 2014 possam ir ao mercado cumprindo com os mínimos que serão os novos mínimos internacionais", disse.

Carlos Costa acrescentou que o sector português está numa corrida contra a EBA (European Banking Agency) para cumprir os mínimos de 'core capital' e que, por isso, as novas regras, são ditadas pela "realidade internacional".

"A nova normalidade dos bancos vai ser mais exigente em termos de capital, de risco, de liquidez. Se pensam que é atacando os reguladores ou supervisores que se resolve os problemas estão enganados", disse.

"O supervisor está de acordo com os mínimos porque é o que temos que fazer para manter a confiança do depositante, o ativo mais importante que temos que preservar, o recurso que sustenta o investimento e a resposta às necessidades de financiamento", comentou.

Carlos Costa falava na capital espanhola onde participou num almoço-debate promovido pela Câmara Hispano-Portuguesa e a que estão associadas as principais entidades dos dois lados da fronteira.

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