Aves vence em Guimarães com justiça e está mais perto da manutenção


 

Lusa/Ao online   Futebol   20 de Abr de 2019, 12:00

O Desportivo das Aves venceu esta sexta feira o Vitória de Guimarães por 2-0, num jogo que controlou do princípio ao fim, e aproximou-se da manutenção na I Liga portuguesa de futebol, ao subir ao 11.º lugar, decorridas 30 jornadas.

A equipa avense esteve sempre mais tranquila em campo, recuou estrategicamente no terreno após ter inaugurado o marcador aos nove minutos, por Derley, e selou o primeiro triunfo da sua história no reduto do Vitória aos 66, por Mama Baldé, frente a um adversário que raramente criou perigo, apesar de ter tido 64% de posse de bola.

A formação treinada por Augusto Inácio somou o sétimo jogo seguido sem derrotas fora, passou a somar 33 pontos, mais seis do que o Nacional, 16.º classificado, e sentenciou ainda a descida do Feirense à II Liga - é 18.º, com 15 pontos, e está a 16 do Tondela, a primeira equipa acima da ‘linha de água', com cinco jogos por disputar.

Os vimaranenses, que ambicionam o quinto lugar e o apuramento para a Liga Europa, averbaram o segundo desaire consecutivo e continuam no sexto posto, com 45 pontos, menos quatro do que o Moreirense, equipa que recebe no sábado o Desportivo de Chaves.

Assente num sistema tático com três centrais e dois laterais adiantados, que se juntavam à linha defensiva nos momentos sem bola, o Desportivo das Aves entrou bem no jogo, a tentar aproveitar a velocidade dos seus extremos, Luquinhas e Mama Baldé, para ameaçar a baliza vitoriana.

Depois de Jorge Fellipe ter cabeceado à figura de Miguel Silva, quando estava em boa posição para marcar, aos quatro minutos, a turma avense faturou pouco depois, num ataque rápido em que Luquinhas seguiu pela esquerda e vislumbrou Derley na zona central, com o ponta de lança a colocar a bola fora do alcance do guardião vitoriano.

Em vantagem, a equipa treinada por Augusto Inácio recuou no terreno, mas manteve-se confortável no encontro, perante um Vitória, disposto no sistema tático habitual (4x3x3), que circulava a bola no seu meio-campo, mas sem criatividade para desequilibrar até ao intervalo, à exceção de um lance em que Alexandre Guedes atirou ao lado, após cruzamento de Tozé, aos 21 minutos.

A equipa treinada por Luís Castro passou a jogar em 4x4x2 após o intervalo, com as entradas de Rochinha e de Welthon para os lugares de Joseph e de Davidson, mas continuou a sentir problemas para criar espaços na defesa avense e para atirar à baliza até aos 60 minutos, à exceção de uma tentativa de Mattheus Oliveira muito por cima, aos 57.

O Aves, por seu turno, continuou recuado, à espera das perdas de bola do Vitória para subir no terreno com perigo, o que aconteceu aos 59 minutos, quando Mama Baldé tentou o ‘chapéu' a Miguel Silva, sem sucesso, e aos 66, quando o mesmo Baldé aproveitou uma incursão de Rodrigo pela direita para encostar a bola para o fundo das redes.

Desorientada, e por entre muitos assobios a ecoarem das bancadas, a turma vitoriana ainda ameaçou o tento de ‘honra', num remate ao lado de Alexandre Guedes, com a baliza deserta, aos 80 minutos, e noutro de Welthon, travado por Beunardeau, já nos descontos.


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