Tecnologia

AvePark vai criar 600 postos de trabalho até ao fim do ano

 AvePark vai criar 600 postos de trabalho até ao fim do ano

 

Lusa/AO online   Economia   1 de Set de 2008, 17:08

O AvePark - Parque de Ciência e Tecnologia de Guimarães, que o primeiro-ministro inaugura sábado, tem já garantida a instalação de 27 empresas que vão criar, ainda este ano, 600 postos de trabalho, disse hoje à Lusa fonte do organismo.
O vice-reitor da Universidade do Minho, José Mota, que preside ao Conselho de Administração do Avepark, anunciou que estão em curso negociações com várias outras empresas tecnológicas que aumentarão para 1.200 o número de pessoas que ali trabalharão no final de 2010.

    A estrutura, sedeada nas Caldas das Taipas, será inaugurada sábado pelo primeiro-ministro, José Sócrates e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago.

    José Mota frisou que o AvePark ultrapassou a meta prevista para 2008, já que se previa que fossem criados apenas 300 empregos no primeiro ano de actividade.

    O responsável acrescentou que, ainda este ano, arranca o Instituto Europeu de Medicina Regenerativa de Tecidos que, a prazo, terá 200 investigadores nacionais e estrangeiros ao seu serviço.

    Dentre as empresas já sedeadas no Avepark estão 25 «spin-off’s» da Universidade do Minho (UM), uma delas de grande relevância económica e científica, a 3B’s, que faz investigação aplicada na área da Medicina de Tecidos, em sintonia com o trabalho do Instituto Europeu de Medicina Regenerativa.

    Com pavilhões já em fase de conclusão estão, também, as empresas Orto21, que se dedica a produzir cadeiras de rodas com elevada incorporação tecnológica, e uma de recursos humanos, a CRH.

    “Queremos atingir, também na área das tecnologias a média europeia”, sublinhou o vice-reitor.

    Adiantou que há interesse de instituições e empresas galegas em instalar-se no Avepark, nomeadamente porque a região ainda tem acesso a apoios comunitários.

    Para José Mota, dadas as estruturas que acolhe, acessibilidades, fibra óptica, universidades e estruturas de investigação e acesso a fundos comunitários, o Minho “é a melhor região do país para se investir”.

    O Avepark, que terá uma ligação por via rápida à auto-estrada para o Porto e Braga, foi projectado para acolher, no prazo de 10 anos, 200 empresas tecnológicas.

    A instalação das empresas permitirá a criação de quatro mil empregos qualificados, entre cientistas e investigadores, que assim se fixarão na região do Minho.

    O parque, que tem como suporte natural a Universidade do Minho, está instalado em 80 hectares de terrenos nos arredores da vila das Caldas das Taipas, em pleno Vale do Ave.

    O AvePark, que recebeu um subsídio governamental de 3,2 milhões de euros, é uma sociedade constituída pela Câmara de Guimarães, com 51 por cento do capital, pela Universidade do Minho, a Associação Industrial do Minho e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto (com 15 por cento, cada) e pela Associação Industrial e Comercial de Guimarães, com quatro por cento.

    O investimento total em infraestruturas e no chamado edifício central - já terminado - atinge os 10 milhões de euros, verba a que haverá que somar o valor dos terrenos doados pela Câmara de Guimarães.

    Os organismos que ali se instalarem beneficiam de uma rede de infra-estruturas básicas, com destaque para a de fibra óptica, ligada quer ao Campus de Guimarães da Universidade do Minho, quer à rede de computação científica nacional.

    A zona será, também, dotada de serviços de apoio, nomeadamente um hotel para cientistas, bares e restaurantes, sem esquecer as zonas de lazer.

    “Para além das tecnologias, estamos numa zona florestal e campestre de que queremos usufruir”, sublinhou o responsável.

    Para José Mota o Avepark, cuja construção será dividida em duas fases - a primeira com 45 a 50 hectares e a segunda com 30 - terá efeitos positivos, a médio prazo, de retorno do investimento para as finanças públicas, já que vai proporcionar receitas fiscais vultuosas.

    O projecto do AveParK foi lançado em 1998 pelo então ministro Valente de Oliveira, mas esteve como que em «banho-maria» durante vários anos, devido às hesitações dos sucessivos governos e a «embrulhadas» bairristas de tipo municipal.

    Com a criação da Agência de Inovação, e com o reforçado interesse do município de Guimarães, ganhou novo fôlego há três anos, com a criação da sociedade gestora e o recomeço do investimento.

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