Autoridades chinesas repreendem rede social Weibo por conteúdo “nocivo”

Autoridades chinesas repreendem rede social Weibo por conteúdo “nocivo”

 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Jan de 2018, 09:09

As autoridades chinesas acusaram o Weibo, espécie de Twitter chinês, de difundir conteúdo "nocivo", e pediram à empresa que apague alguma informação, em mais uma medida de Pequim para controlar a Internet do país.

O regulador chinês para o ciberespaço considerou no sábado que o Sina Weibo exerce um controlo "inadequado" sobre o conteúdo, apesar de a empresa ter recentemente intensificado a monitorização.

O Weibo permite aos usuários "publicar conteúdo de caráter perverso, obsceno, de mau gosto ou que (defende) a discriminação étnica", disse o regulador em comunicado.

As autoridades acusam o Weibo de "violar as leis e regulamentos do país, ao orientar a opinião pública para a direção errada e exercer má influência".

As autoridades puniram a rede social com a suspensão por uma semana de algumas das suas ferramentas, incluindo a lista dos tópicos mais compartilhados ou um serviço pago para fazer perguntas a celebridades.

A censura imposta por Pequim no ciberespaço resulta no bloqueio de vários portais estrangeiros e alguns serviços de "gigantes" do setor, como o Facebook, Google ou Twitter.

Plataformas chinesas como Weibo e WeChat estão sujeitas a uma censura restrita e obrigadas a regular o conteúdo dos seus próprios usuários.

Uma lei de segurança no ciberespaço, aprovada no verão passado, reforçou ainda mais o controlo da rede.

O Governo ordenou aos responsáveis por conteúdo ‘online' que forneçam informação que esteja "ao serviço do socialismo e da orientação correta da opinião pública".

A medida levou à censura de música rap, desenhos animados ou rumores sobre celebridades.

As novas punições são "uma forma de controlar melhor a lista dos tópicos mais compartilhados. Agora, no topo da lista vai aparecer aquilo que o Governo quer", comentou no domingo um internauta, no próprio Weibo.



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