Autor de atentado contra base da CIA justifica acto com "vingança"


 

Lusa / AO online   Internacional   9 de Jan de 2010, 11:56

O jordano Humam al-Balawi afirmou querer vingar-se dos serviços secretos jordanos e norte-americanos ao cometer o atentado suicida que causou oito mortos numa base da CIA no Afeganistão em Dezembro, num testemunho em vídeo difundido hoje pela televisão Al-Jazira.

"É uma mensagem aos inimigos da nação islâmica: os serviços secretos jordanos e a CIA", declara um homem barbudo em uniforme militar apresentado por a Al-Jazira como sendo Humam al-Balawi.

"O combatente de Deus nunca expõe a sua religião à chantagem e jamais a renega mesmo que lhe ofereçam o sol numa mão e a lua na outra", acrescenta o homem numa aparente alusão ao seu estatuto de agente duplo dos serviços de informação jordanos e da CIA.

Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi fez-se explodir em 30 de Dezembro na base da CIA em Khost, no Afeganistão, no ataque mais mortífero contra os serviços de informação norte-americanos desde 1983.

Segundo a cadeia de televisão norte-americana NBC, o autor do atentado suicida teria sido recrutado pelos serviços de informação do seu país, mas trabalhava em segredo para a Al-Qaida.

Este atentado foi uma "vingança" da Al-Qaida pelas vítimas dos ataques norte-americanos no Paquistão, considerou na quinta-feira passada o Centro de Vigilância dos Sites Fundamentalistas Islâmicos dos Estados Unidos, SITE.

Segundo o chefe da rede terrorista de Usama bin Laden no Afeganistão, Mustafa Abu al-Yazid, citado pelo SITE, o bombista Humam Khalil Mohammed al-Balawi exprimiu no seu testamento que o atentado bombista "vingava" os "mártires" talibãs mortos nos ataques norte-americanos.

Entre as vítimas dos ataques norte-americanos no Paquistão figura o chefe talibã paquistanês Baitullah Mehsud, acusado de ser responsável por uma vaga de atentados, nomeadamente o que matou a primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, em Dezembro de 2007.


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