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Autarca de Ponta Delgada destaca renovação, oposição fala em inoperância

Autarca de Ponta Delgada destaca renovação, oposição fala em inoperância

 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Set de 2018, 10:48

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro (PSD), garante que o primeiro ano deste mandato permitiu uma estratégica de renovação, mas a oposição fala em "inoperância" e "questões que continuam por resolver".

O social-democrata foi reeleito há um ano para liderar os destinos da maior autarquia dos Açores, na ilha de São Miguel.

José Manuel Bolieiro liderava a câmara desde 2012 quando assumiu a presidência depois de a sua antecessora, Berta Cabral, ter deixado o município para ser candidata à presidência do Governo Regional, eleição que acabaria por ser ganha pelo socialista Vasco Cordeiro.

Um ano depois, José Manuel Bolieiro candidatou-se pela primeira vez, alcançando a vitória.

O autarca sublinha que levou a cabo “uma opção estratégica para uma renovação e uma orientação numa economia de Ponta Delgada com mais serviços", numa "consolidação de um destino turístico que Ponta Delgada se tornou" a nível interno e europeu.

“A aposta numa clarificação e transparência no que diz respeito à situação profissional dos trabalhadores do município" é valorizada pelo autarca, que advoga praticar uma "política de cariz social no sentido em que as pessoas estão primeiro do que as coisas”.

José Manuel Bolieiro sublinha ainda à agência Lusa “a aposta na participação e na coesão territorial com a parceria das juntas de freguesia”, o que permitiu “reforçar valores e verbas para continuar a desenvolver o concelho".

Ainda assim, admite que “mais difícil é assegurar, do ponto de vista financeiro, aquilo que ainda não é a velocidade cruzeiro do fundo comunitário do Açores 2020”, que ficou “aquém" das expectativas.

“Mas continuaremos sem deixar cair os projetos: avançaremos com ou sem comparticipação comunitária”, garantiu.

Para o PS, o primeiro ano deste novo mandato caracteriza-se por “uma total inoperância e incapacidade de concretização da maioria do PSD, o que tem graves consequências para os munícipes de Ponta Delgada”.

Vítor Fraga, que foi o candidato socialista à autarquia, refere que "não há evolução na resolução de problemas críticos para a cidade e para o concelho, nomeadamente a nível da recolha de resíduos sólidos urbanos".

"Persiste uma situação caótica, mantêm-se os problemas de estacionamento e a nível da mobilidade urbana é prestado um serviço completamente desadequado às necessidades de quem vive e trabalha em Ponta Delgada", acrescenta o vereador socialista numa declaração à Lusa.

O PS considera ainda que, “há instrumentos fundamentais para a gestão territorial que não avançam, como é o caso do Plano de Salvaguarda do Centro Histórico e Programa Funcional e do Plano de Ordenamento da Zona Litoral de Ponta Delgada (Santa Clara – Praia do Pópulo)”, mas “as prioridades estão na organização de festividades, como aconteceu com o evento «PDL White Ocean» onde a autarquia gastou, num só dia, 137 mil euros”.

Os socialistas garantem que têm "tido uma atitude sempre construtiva, apoiando propostas, incluindo as da maioria do PSD, e, sobretudo, apresentando um conjunto muito vasto de iniciativas que dão resposta àqueles que são os principais problemas da cidade e do concelho de Ponta Delgada", mas que "são lamentavelmente rejeitadas".

Para a deputada municipal do BE Vera Pires, a câmara “continua a falhar na comunicação de proximidade com os munícipes”.

“Boas posições em 'rankings' gerais não apagam a falta da prestação regular e clara de contas e a má prestação no contacto direto aos cidadãos do concelho”, aponta a deputada, criticando a demora na “resolução da situação das Empresas Municipais AzoresParque e Cidade em Ação, com objeto social duvidoso e que apresentam prejuízos avultados e oneram as contas municipais”.

O BE dá ainda nota negativa à Câmara por manter “a incongruência que é o apoio ao projeto megalómano e sobredimensionado da Central Incineradora de São Miguel, em simultâneo com o discurso oficial e algumas ações de sensibilização para a reciclagem e separação de resíduos sólidos urbanos”.

“No final deste 3.º trimestre, verifica-se grande disparidade entre os valores aprovados e os efetivamente pagos, em rubricas de relevância social como o Fundo Municipal de Solidariedade Social e outras: falta de capacidade administrativa, excesso de burocracia”, assinala ainda.

Garantindo que o BE Açores continuará, na Assembleia Municipal, “a sua ação de vigilância da gestão municipal, acompanhada sempre de propostas concretas e exequíveis”, Vera Pires lembra que "urge concretizar a intenção da elaboração do Plano de Salvaguarda do centro histórico".

O PSD tem cinco elementos na composição do executivo camarário e o PS quatro.



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