Autarca da Madalena quer remoção, "até por razões psicológicas", de navio encalhado

Autarca da Madalena quer remoção, "até por razões psicológicas", de navio encalhado

 

LUSA/AO Online   Regional   21 de Jan de 2018, 14:32

O presidente da Câmara da Madalena, na ilha do Pico, defende que, “até por razões psicológicas", é importante para as pessoas que o navio da Atlânticoline que encalhou no primeiro sábado do ano seja removido "o mais rápido possível".

"Até por questões psicológicas convém que efetivamente o barco seja removido, declarou José António Soares (PSD), autarca açoriano do concelho da Madalena, na ilha do Pico, falando à agência Lusa quando fazem duas semanas do encalhar do "Mestre Simão". Nesta fase, assinala o presidente da autarquia de Madalena, "importa que seja feita a remoção" do barco ou surja "qualquer outra solução" para que o "Mestre Simão" possa sair da água "e facilitar tudo o resto". José António Soares destaca como a parte "menos má" de todo o acidente o modo como a operação de salvamento "de todos os tripulantes e passageiros" decorreu, sem feridos a registar. O autarca teme, todavia, o prolongar da "grande perturbação" que vive agora o Pico e também a ilha do Faial pela ausência de transporte marítimo que leve viaturas automóveis". "Convém efetivamente saber o que é que efetivamente a Atlânticoline e o Governo Regional têm previsto para resolver essa situação", disse. O transporte de viaturas foi uma das grandes novidades introduzidas pela Atlânticoline no início de 2014, quando dois ferries, ambos com 40 metros de comprimento, começaram a operar nos Açores, oferecendo não apenas aos particulares, mas também às empresas, uma maior mobilidade entre ilhas. Este novo nicho de mercado tem vindo a crescer de ano para ano e só em 2017, de acordo com as estatísticas da Atlânticoline, foram transportadas quase 20 mil viaturas entre as ilhas do Triângulo, onde existe um transporte regular de passageiros e viaturas durante todo o ano. Devido ao encalhe do navio "Mestre Simão" e à paragem do "Gilberto Mariano", a empresa foi obrigada a utilizar, de novo, os mais antigos "Cruzeiro do Canal" e o "Cruzeiro das Ilhas" (construídos na década de 1980), barcos de menor dimensão e de menor capacidade de passageiros, que não permitem também o transporte de viaturas. Continua atualmente a decorrer um inquérito para apurar as causas do acidente na Madalena do Pico com o navio "Mestre Simão", de 40 metros de comprimento, que transportava, na altura, 61 passageiros e nove tripulantes. O mestre que operava a embarcação nesse dia já foi ouvido pelas autoridades, mas a administração da Atlânticoline decidiu não o colocar ainda a trabalhar. O navio deverá ter ainda cerca de 30 toneladas de combustível a bordo, admitiu já o presidente da Atlânticoline, Carlos Faias, que sublinhou que parte do combustível que se encontrava nos tanques do navio derramou, entretanto, para o interior do porto da Madalena do Pico, situação que obrigou à colocação de barreiras de retenção da poluição e a trabalhos de limpeza. Nesta fase aguarda-se também o avançar de um plano de trasfega do combustível que ainda está no barco.



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