Austeridade, solidariedade e produtividade são as soluções

17 de mai. de 2012, 15:22 — Lusa/AO online

"Eu percebo que os países na zona euro podem não apreciar conselhos de países de fora", admitiu Cameron, num discurso hoje sobre economia hoje em Manchester, que argumentou, ainda assim, que a crise também está a afetar o Reino Unido, exposto "seis vezes mais à zona euro do que os EUA" em termos de trocas comerciais. Por isso, o chefe do governo britânico hoje arriscou indicar "três coisas que precisam de acontecer para a moeda única funcionar devidamente". A primeira, enumerou, é a necessidade de os países da periferia europeia continuarem a "tomar os passos difíceis de cortar a despesa, aumentar as receitas e adotar reformas estruturais para se tornarem competitivos". A segunda, algo que "o governo britânico defende há um ano", continuou Cameron, é a necessidade de "soluções que proporcionem formas de maior apoio e responsabilidade coletivos, entre as quais as ‘eurobonds’ [obrigações europeias] são um exemplo possível". "Decisões como estas são necessárias para acabar com a especulação sobre o futuro do euro", insistiu. Por fim, refere ser necessário resolver "a baixa produtividade e falta de dinamismo económico na Europa, que continua a ser o seu calcanhar de Aquiles". "A zona euro está numa encruzilhada", constata Cameron, para quem os 17 têm de decidir se ficam juntos ou se separam. "Qualquer que seja o caminho escolhido", o Reino Unido estará "preparado para fazer o que for preciso" para proteger a economia e o sistema financeiro britânicos. Por várias vezes, o líder do partido Conservador já afirmou que o Reino Unido nunca iria aderir ao euro enquanto ele fosse primeiro-ministro por não concordar com a união monetária. Segundo a comunicação social britânica, o assunto poderá ser abordado esta tarde durante uma video-conferência com a chanceler alemã, Angela Merkel, o recém eleito presidente francês, François Hollande, o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.