Associações agrícolas da Terceira juntam-se à contestação contra Lactogal

Associações agrícolas da Terceira juntam-se à contestação contra Lactogal

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Ago de 2018, 11:32

A Associação de Jovens Agricultores Terceirenses e a Associação Agrícola da Ilha Terceira, juntaram-se esta sexta-feira às contestações nacionais contra a Lactogal, exigindo um aumento do preço do leite pago ao produtor também nos Açores.

Em comunicado dirigido às redações, as duas associações agrícolas da ilha Terceira "repudiam" também o teor de uma comunicação feita recentemente por aquela indústria de laticínios, segunda a qual a Lactogal pagaria "o melhor preço por litro de leite de Portugal".

"Como é possível tal afirmação quando paga, em média, o litro de leite aos produtores das ilhas Terceira e Graciosa a 26 cêntimos, muito aquém do que é pago na ilha de São Miguel, cujos produtores recebem em média 29,5 cêntimos por litro de leite", recordam as duas associações.

Os produtores de leite açorianos lembram ainda que as ilhas da Terceira e Graciosa "produzem 27% do leite regional e cerca de 15% do leite nacional" e exigem mais respeito e consideração por parte da empresa.

Na quinta-feira, dezenas de cooperativas e associações ligadas ao setor do leite manifestam-se no Porto, em frente à Lactogal, para exigir uma nova liderança na empresa, o aumento do preço do leite e a redução dos salários "milionários" dos administradores.

A Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep) alega que, ao longo dos últimos anos, os administradores executivos da Lactogal adotaram o discurso de que a empresa está a atravessar uma grande crise e impuseram sucessivas descidas no preço do leite, quando na prática, a empresa apresenta lucros de milhões de euros.

"Os números não correspondem ao discurso demagogo desses executivos e, ano após ano, os lucros da Lactogal têm sido às dezenas de milhões, cerca de 44 milhões de euros no ano de 2017, que poderiam pagar mais quatro cêntimos por litro de leite se fossem encaminhados de forma justa para o produtor", lamenta a associação.



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