Associação dos Açores exclui protestos devido a regulamento de acesso a ilhéu

Associação dos Açores exclui protestos devido a regulamento de acesso a ilhéu

 

Lusa/AO Online   Regional   13 de Jul de 2018, 14:56

A Associação Mar à Vila considerou esta sexta-feira “positiva" a reunião com o Governo açoriano sobre o novo regulamento de acesso ao ilhéu de Vila Franca do Campo, em São Miguel, sublinhando que permitiu "esclarecer algumas dúvidas".

"A reunião com a secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo e o diretor regional do Ambiente foi bastante positiva, expusemos as nossas preocupações relativamente ao novo regulamento de aceso ao ilhéu e conseguimos resolver algumas questões que estavam em cima da mesa. Existem outras, que embora não tivessem ficado resolvidas, vamos encontrar soluções", afirmou Octávio Silva, da associação, em declarações à agência Lusa.

Na quinta-feira, a Associação Mar à Vila (MAV), dos utentes das zonas de domínio hídrico de Vila Franca do Campo, admitiu participar em manifestações de contestação ao novo regulamento de acesso ao ilhéu, devido ao "impacto social e económico" que vai causar.

Desde 1 de julho que o ilhéu tem um novo regulamento de acesso para as visitas efetuadas de barco, estabelecendo um limite diário de 400 pessoas, com um máximo de 200 visitantes em simultâneo, durante a época balnear, entre 1 de junho e 14 de outubro.

Permite ainda, de 15 de outubro a 15 de abril, visitas àquela área protegida, mas obrigatoriamente acompanhadas por um guia de parques naturais, com o limite de 160 pessoas por dia, sendo o máximo de 40 visitantes em simultâneo.

Numa nota de imprensa, a MAV colocou a hipótese de realizar uma manifestação este fim de semana durante o evento ‘Red Bull Cliff Diving’.

Octávio Silva adiantou que a reunião de quinta-feira permitiu "esclarecer algumas questões", acrescentando que as explicações transmitidas pelo executivo serão dadas a conhecer, ao final do dia de hoje, aos associados, pelo que para já "não se coloca a hipótese de manifestações" por parte da MAV.

Ainda assim, Octávio Silva disse desconhecer se está marcado algum protesto por parte dos populares, já que "a população está desagradada com o regulamento".

"O regulamento não respeitou a opinião dos locais, foi elaborado sem a consulta da população. A lei não obriga a esta consulta prévia. No entanto, os locais, que têm uma cultura muito próxima e histórica com o ilhéu, sentiram-se um pouco feridos", sustentou.

Segundo o mesmo elemento da associação, o governo garantiu não haver condicionalismos na entrada de caiaques com o novo regulamento.

"A secretária regional garantiu que a entrada de caiaques será processada como se fazia e a atividade de mergulho continuará também a decorrer no ilhéu da mesma forma", explicou, admitindo que continuam a existir "algumas preocupações relativamente ao uso do ilhéu".

Localizado no concelho de Vila Franca do Campo, o ilhéu é uma "formação vulcânica submarino singular, que se formou há cerca de 3.000 anos, e, segundo a associação, recebe entre 35 a 40 mil visitantes por ano, uns desembarcam lá, mas outros apenas visitam a zona através de empresas marítimo turísticas.

"Na sequência da entrada em vigor do novo regulamento, estávamos preocupados sobre a possibilidade de no período entre 15 de outubro e 15 de abril o ilhéu ser exclusivamente destinado a visitas de passageiros provenientes da atividade marítimo turística. Mas, a secretária esclareceu que os particulares vão continuar a fazer visitas ao ilhéu como faziam", especificou ainda.



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