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Artur Lima defende regionalização dos serviços de finanças

Artur Lima defende regionalização dos serviços de finanças

 

Lusa/AO Online   Regional   19 de Set de 2012, 16:41

O CDS-PP defendeu esta terça feira a regionalização dos serviços de finanças nos Açores, numa reação à recomendação do Conselho de Finanças Públicas para a substituição parcial das transferências do Estado para a região por impostos próprios.

 

"Está na altura de afirmar a autonomia e regionalizar o serviço de finanças nos Açores, para decidirmos o que é melhor para nós, quantas repartições de finanças existem e onde, organizarmos o nosso próprio serviço, como, de resto, já organizamos a educação e a saúde", afirmou Artur Lima, presidente do CDS-PP nos Açores, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a uma exploração apícola na ilha Terceira.

Artur Lima considerou que a revisão da Lei das Finanças Regionais é uma oportunidade para fazer esta regionalização, apesar de defender que "o Estado terá que ter alguma comparticipação, porque os Açores ainda são Portugal".

"Nesta revisão da Lei das Finanças Regionais é preciso acautelar eventuais receitas exteriores, é preciso dizer ao Estado quanto é que gastamos com saúde e educação e é preciso colocar seriamente a hipótese de regionalizar as finanças nos Açores", frisou.

Artur Lima reafirmou que a Lei das Finanças Regionais "foi a lei do rendimento mínimo de Lisboa, negociada pelo PS dos Açores com o PS da República", considerando que a região "abdicou de potenciais receitas" provenientes dos seus ativos geoestratégicos.

Nesta visita a uma exploração apícola no concelho da Praia da Vitória, na Terceira, Artur Lima, que é também o candidato do CDS-PP à presidência do executivo regional nas eleições de 14 de outubro, defendeu a aposta na "diversificação agrícola".

Nesse sentido, considerou ser necessário "organizar a produção e a comercialização" do mel dos Açores, que "tem excelentes qualidades", defendendo a construção de uma melaria na ilha Terceira.

Questionado sobre a existência de dois projetos de duas entidades diferentes com o mesmo objetivo, frisou que não devem ser construídas melarias "a cada esquina", devendo ser apoiado quem "tiver melhores condições para tratar o mel".

"Esses subsídiozecos que se dão para apenas fidelizar votos, com o CDS vão acabar. Eu não prometo tudo a todos, o que prometo é objetividade e racionalização na análise dos projetos", afirmou.

 


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