Arte Portuguesa no Museu Carlos Machado

Arte Portuguesa no Museu Carlos Machado

 

AO online   Cultura e Social   25 de Set de 2012, 15:56

Arte Portuguesa é o nome da exposição que inaugura sexta-feira no Núcleo de Santa Bárbara do Museu Carlos Machado em Ponta Delgada.

 No âmbito da comemoração do centenário da fundação da coleção de arte do Museu Carlos Machado inscreve-se a exposição de arte portuguesa, de 1840 a 2010, estruturada nas valências do acervo da coleção, abarcando neste lato período temporal um total de cento e treze obras, repartidas entre escultura, pintura, desenho e fotografia, da autoria de quarenta e três artistas nacionais.

Considerando a efeméride comemorativa em que se circunscreve a exposição, o veio condutor desta mostra pretende proporcionar um itinerário pela gradual evolução da coleção ao longo destes cem anos de existência, no intento de realçar a prevalência de artistas emblemáticos que figuram na coleção do museu, de que são exemplo Marciano Henriques da Silva (1831-1873), Duarte Maia (1867-1922), Domingos Rebelo (1891-1975) e Canto da Maya (1890-1981) e, ao mesmo tempo, de revelar o diálogo atento de acompanhamento e atualização das sucessivas correntes e práticas artísticas.

O trajeto diacrónico pela coleção de arte levou a optarmos pela partição e disposição das 113 obras selecionadas, em quatro secções temáticas que intitulamos «Canto da Maya 1890-1981»; «1840-1930 Identidades»; «1940-1960 Forma - Signo» e «1970-2010 Código-Objeto-Espaço».

No piso -1 do espaço expositivo do museu está patente a sala dedicada a Canto da Maya (1890-1981), escultor emblemático da modernidade artística nacional no decurso da primeira metade do século vinte, representado na coleção com oitenta e uma peças.

Os núcleos «Identidades»; «Forma-Signo» e «Código-Objeto-Espaço» estão repartidos pelas três salas do piso 2, estruturados num intervalo criativo que se inicia no Romantismo de Marciano Henriques da Silva e encerra na arte conceptual de Victor Almeida.

De notar como relevante o facto de algumas das obras agora apresentadas no núcleo «Identidades» terem sido adquiridas para a inauguração da coleção, como é exemplo, entre outras, Gerânios e malva-rosa de Carlos Reis (1863-1940), obra que recebe o visitante à entrada da sala. Artistas de relevância histórica na coleção estão aqui representados, como Alfredo Keil (1850-1907), João Vaz (1859-1931), Veloso Salgado (1864-1945) e Domingos Rebelo (1891-1975).

Contemplamos nesta mostra algumas obras que, até ao momento atual, tiveram pouca presença em exposições, pretendendo-se trazer a público artistas cuja obra artística permanece pouco divulgada, como são exemplo, Margarida Alcântara, Gonçalo Duarte e Manuel de Lima, estes últimos patentes no núcleo «Forma-Signo».

O itinerário expositivo termina com a forte presença, na última sala do piso 2, da geração de artistas contemporâneos açorianos, na qual reunimos José Nuno da Câmara Pereira, Carlos Carreiro, António Dacosta, Urbano, Tomaz Vieira, Álvaro Raposo de França, Maria Tomás, Graça Costa Cabral, Maria José Cavaco, Filipe Franco, Nina Medeiros e Victor Almeida.

 Inaugura a 28 de setembro, pelas 19:00, no Núcleo de Santa Bárbara.


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