Forbes

António Guterres é o único português entre os 67 mais poderosos do mundo


 

Lusa/AO Online   Nacional   13 de Nov de 2009, 08:03

O antigo primeiro-ministro português António Guterres, que actualmente lidera o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é o 64.º homem mais poderoso do mundo, segundo uma lista de 67 personalidades divulgada pela revista Forbes.

A nova tabela, que inclui chefes de Estado, criminosos, dirigentes religiosos, empresários e filantropos, entre outros, mede antes de mais a influência que um restrito número de pessoas tem no mundo, nos cerca de 6,7 mil milhões de habitantes do planeta, representando cada um 100 milhões de pessoas.

Os três primeiros lugares desta tabela da Forbes são ocupados respectivamente por Barack Obama, Hu Jintao e Vladimir Putin.

Na lista dos 67 mais poderosos do mundo figuram 16 europeus, entre os quais o português António Guterres, que aparece à frente de Mark John Thompson, director-geral da BBC, Klaus Schwab, fundador do Fórum de Davos e Hugo Chavez, Presidente da Venezuela.

O Presidente venezuelano, último da tabela, é um dos cinco latino-americanos seleccionados como os mais poderosos do mundo.

Os outros são Carlos Slim (em sexto lugar), Lula da Silva (33) Joaquim Guzmán (41) e Blairo Maggi do império com o mesmo nome (62).

Mas quem é Joaquín Guzmán ou o que é que fez para figurar entre os mais poderosos do mundo?

Denominado "El Chapo", é o chefe mais famoso do narcotráfico, líder do cartel de Sinaloa, que aparece também na lista da Forbes dos mutimilionários que têm pelo menos mil milhões de dólares.

A pesar de ter dúvidas quanto à inclusão na lista de alegados terroristas - Osama bin Laden aparece no lugar 37 - a Forbes acabou por aceitar a ideia, tendo estabelecido a lista com base em quatro parámetros: a influência de cada um em milhões de pessoas: os recursos financieros que controlam; a capacidade de poder em várias esferas e a capacidade de exercer activamente esse poder.

Na lista aparecem, por isso, políticos, empresários, banqueiros, dirigentes religiosos - o Papa Bento XVI é o número 11 - e gente ligada aos "media" (Oprah Winfrey está no lugar 45 e William Keller, director do The New York Times, em 51).

Muitos dos nomes que aparecem na lista são óbvios, mas outros nem tanto, como é o caso de Bill Clinton (31).

No entanto, o mais curioso desta lista é o lugar conseguido por cada um dos seleccionados: por exemplo, Sergey Brin e Larry Page, co-fundadores do google ocupam o quinto lugar, atrás de Ben Bernanke (4) e à frente de Rupert Murdoch (7), Bill Gates (10) e Warren Buffet (14).

Entre os europeus, a maior humilhação terá sido sentida pelo Presidente da França, Nicolas Sarkozy, no lugar 56, muito atrás do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi (12) , que aparece à frente de Angela Merkel (15), Jean Claude Trichet (25), Gordon Brown (29), Dmitri Medvédev e Dominique Strauss-Kahn (47).


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