Angela Merkel defende continuação de austeridade em Portugal, mesmo que haja recessão

Angela Merkel defende continuação de austeridade em Portugal, mesmo que haja recessão

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Set de 2012, 10:27

A chanceler alemã, Angela Merkel, voltou hoje a defender a redução das dívidas públicas e reformas estruturais como solução para a crise na Espanha e em Portugal, mesmo que para isso tenham de passar por uma fase de recessão.

“Por causa do elevado endividamento, os mercados financeiros internacionais hesitam em investir na Europa, por isso, temos de mostrar de forma convincente que aprendemos com os erros do passado, e respeitar o Pacto de Estabilidade, foi para isso que aprovámos o Tratado Orçamental", disse a chefe do Governo alemão em conferência de imprensa, em Berlim.

Se os países mais vulneráveis contraírem menos dívidas, naturalmente que terão uma fase recessiva, mas simultaneamente é preciso fazer uma política de novo orientada para o crescimento, e como há pouca margem de manobra, têm de se fazer reformas estruturais, que não custam dinheiro", acrescentou Merkel.

A chanceler sublinhou ainda que “em Espanha por um lado há um momento recessivo, mas simultaneamente aumentam as exportações e os postos de trabalho na indústria, só que isso ainda não é tão forte que anule a outra tendência", admitiu.

Merkel voltou também a defender a recente decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar ilimitadamente dívida pública de países-membros, contestada, no entanto, pelo presidente do Banco Central Alemão, Jens Weidmann.

A dirigente democrata-cristã advertiu, simultaneamente, que a atual crise “deve ser resolvida por via política", mostrando-se convicta de que essa é a opinião de Weidmann.

A decisão do Banco Central Europeu “é justificada no âmbito da sua missão de manter a estabilidade monetária, e o seu mandato é claramente delimitado pelos Tratados Europeus, e a política orçamental não é da sua competência", vincou a chanceler federal.

Merkel anunciou ainda que em novembro haverá uma cimeira extraordinária da União Europeia para clarificar a atribuição de verbas aos Estados-membros no âmbito do orçamento comunitário de 2014 a 2020, “e para que estes saibam que meios terão para promover o crescimento e o emprego".


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