Alta velocidade arranca hoje em Portugal


 

Lusa/AO On line   Nacional   8 de Mai de 2010, 07:45

O contrato do troço de alta velocidade Poceirão-Caia é assinado hoje, dois dias antes de o Presidente da República receber um grupo de economistas e ex-ministros das Finanças que contestam o projeto.
 Trata-se da assinatura do primeiro contrato do projeto português de alta velocidade ferroviária, assinalando o arranque do projeto em Portugal.

Na sexta feira, o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse que a assinatura formal do contrato "vai permitir pôr a obra no terreno".

O troço Poceirão-Caia, que fará parte da futura linha de alta velocidade Lisboa-Madrid, foi adjudicado ao consórcio Elos - Ligações de Alta Velocidade, co-liderado pela Brisa e pela Soares da Costa.

O investimento global neste troço, que deverá entrar ao serviço em 2013, ascende a 1.494 milhões de euros, segundo uma informação divulgada pela Soares da Costa em dezembro.

Este valor inclui os custos do investimento e os encargos inerentes à manutenção ao longo do período da concessão (40 anos).

O consórcio Elos integra também a Iridium Concesiones de Infraestructuras, do grupo espanhol ACS, Lena, Bento Pedroso, Edifer, Zagope, a norte-americana Babcock & Brown Limited, o BCP e a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A partir de hoje, o Tribunal de Contas tem seis meses para se pronunciar sobre o contrato e, caso recuse o visto prévio, o Estado assumirá os custos e despesas incorridos pela concessionária.

De acordo com o decreto-lei que aprova as bases de concessão do troço Poceirão-Caia, em caso de renúncia de visto prévio pelo Tribunal de Contas, as partes "acordam que os custos comprovadamente incorridos pela concessionária com a realização de todas as actividades e investimentos" serão pagos pelo concedente (o Estado) à concessionária.

A assinatura do contrato de concessão do troço Poceirão-Caia está agendada para as 10:30, no Ministério das Obras Públicas, em Lisboa.

A cerimónia contará com a presença do ministro das Obras Públicas, António Mendonça, e os secretários de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, e dos Transportes, Correia da Fonseca.


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