Ajudas comunitárias estancaram emigração nas Lajes das Flores

Ajudas comunitárias estancaram emigração nas Lajes das Flores

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Jun de 2010, 09:39

A melhoria das condições de vida proporcionadas pelas ajudas comunitárias em 25 anos de integração europeia permitiram estancar o flagelo da emigração nas Lajes das Flores, mas a fixação de jovens continua problemática no concelho mais ocidental da Europa.

“Antigamente, ir para a América era como ir para o céu”, afirmou João Lourenço, presidente da Câmara das Lajes das Flores, que viu emigrar para os EUA e Canadá sete dos seus oito irmãos, frisando que atualmente a situação é diferente devido às melhorias nas condições de vida da população permitidas por obras financiadas por verbas europeias.

Apesar de se traduzirem num estancamento da emigração, estes investimentos ainda não são, no entanto, suficientes para garantir a fixação de jovens no concelho, reduzido a uma população inferior 2000 pessoas, maioritariamente idosas.

O concelho mais ocidental da Europa, com uma área de cerca de 70 quilómetros quadrados, tem uma população que vive maioritaramente da agricultura, pecuária e da pesca, sendo o município a entidade que emprega mais pessoas, cerca de 150.

Para João Lourenço, a falta de empregos é um dos principais problemas do concelho, o que faz com que os jovens procurem outros locais para viver, optando especialmente por Ponta Delgada, em S. Miguel.

No sentido de inverter este quadro, a Câmara das Lajes das Flores vai continuar a investir na construção de novas infraestruturas, aproveitando ao máximo as ajudas comunitárias disponíveis.

Entre os projetos em carteira, João Lourenço salientou a construção de uma avenida na Fajã Grande e a criação de casas-museu em várias freguesias para preservar a memória do concelho.

João Lourenço reconheceu que, se fosse hoje, alguns dos projetos executados nos últimos anos com a ajuda de fundos europeus poderiam ser outros, mas admitiu que os financiamentos comunitários se revelaram essenciais para o desenvolvimento de uma ilha que é penalizada pelo seu duplo afastamento, em relação à Europa e às ilhas das mais populosas do arquipélago.


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