Agência Europeia do medicamento encerra polémica sobre a vacina contra a gripe A e a morte fetal


 

lusa/AO on line   Nacional   24 de Nov de 2009, 05:26

A Agência Europeia do Medicamento deu como encerrado o processo que analisava uma relação causal entre a administração da vacina contra a gripe H1N1 e as mortes fetais, informou hoje o Infarmed em comunicado.

De acordo com a nota de imprensa, "após a análise de toda a informação disponível, a existência de uma relação causal entre a administração da vacina 'Pandemrix' e a ocorrência de morte fetal foi considerada improvável", pelo que o processo foi encerrado.

O Infarmed - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, acrescenta no comunicado que, até segunda-feira, recebeu duas notificações de morte fetal em Portugal após a administração da vacina contra a gripe H1N1, esclarecendo que não foi notificado sobre um terceiro caso, ocorrido no Hospital de Santo André, em Leiria, que circulou nos meios de comunicação social.

Na sequência das duas notificações, o Infarmed activou os grupos de resposta a situações de crise da Agência Europeia do Medicamento, nomeadamente o "Incident Review Network" e o "Pandemic Pharmacovigilance Rapid Response Expert Group", no decorrer de uma reunião do Grupo Europeu de Farmacovigilância, no passado dia 17.

Nesse encontro, o Infarmed recebeu informação sobre a existência de oito notificações de morte fetal a nível europeu após vacinação com 'Pandemrix'.

Na nota de imprensa, a Agência Europeia do Medicamento, os Estados membros envolvidos e o Infarmed consideram ainda que "a relação entre os benefícios e os riscos da utilização da vacina contra a gripe pandémica em grávidas se mantém positiva".


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