Adiada avaliação da candidatura de cemitérios militares da I Grande Guerra a Património Mundial


 

Lusa/Ao online   Internacional   1 de Jul de 2018, 21:00

A avaliação da candidatura franco-belga para a inscrição como Património Mundial da UNESCO de lugares funerários e memoriais da I Grande Guerra foi adiada para 2021, anunciou este domingo a associação “Paisagens e locais de memória da Grande Guerra”.

“A apreciação foi adiada para 2021. O adiamento não é devido a qualquer problema com o nosso processo, mas a uma questão temática, porque o tema memorial é novo”, disse Marie-Madeleine Damien, secretária-geral da associação, que está no Bahrein, onde decorre a reunião do comité do património mundial da UNESCO.

“Isto não coloca em causa o interesse do ‘dossier’”, assegurou.

A candidatura engloba 139 cemitérios militares, necrópoles e monumentos evocativos na Bélgica e em França, entre os quais o cemitério militar português de Richebourg, no norte de França, onde estão sepultados 1.831 soldados portugueses que combateram na I Guerra Mundial.

O centro Simon Wiesenthal, que luta contra o antissemitismo e o racismo, manifestou ao comité preocupação quanto à classificação desses locais.

“Tememos que nos cemitérios que também serviram de campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial, assassinos nazis possam ser homenageados em cemitérios comuns com unidades aliadas ou que haja memoriais que servem atualmente como locais de culto de neonazis”, afirmou a organização numa carta ao comité.



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