Açucareira Sinaga “não é um caso perdido” apesar dos 28 ME de passivo

Açucareira Sinaga “não é um caso perdido” apesar dos 28 ME de passivo

 

Lusa/AO Online   Regional   11 de Set de 2018, 08:31

O presidente do conselho de administração da açucareira Sinaga, nos Açores, assegurou hoje que a empresa "não é um caso perdido", apesar do passivo na ordem dos 28 milhões de euros, que espera resolver até 2022.

"A Sinaga não é um caso perdido, tem soluções, tem um projeto que está em curso, passa pelo fim da produção de beterraba nesta fábrica, que é obsoleta”, afirmou Paulo Neves, adiantando que a empresa está “a trabalhar seriamente na venda de património para reduzir os custos, para reduzir o endividamento”.

O presidente do conselho de administração da Sinaga falava aos jornalistas após ser ouvido na reunião da comissão eventual de inquérito ao setor público empresarial regional, na delegação de Ponta Delgada da Assembleia Legislativa Regional.

Paulo Neves admitiu na ocasião a resolução do passivo da empresa "até 2022”, através de venda de património da Sinaga na ilha de São Miguel.

"O passivo são cerca de 28 milhões de euros. Como é do conhecimento publico, nós temos um vasto património imobiliário, temos 52 mil metros quadrados quase no centro de Ponta Delgada, temos dez mil metros quadrados na Lagoa, temos propriedades agrícolas, temos 1.200 metros quadrados no centro de Vila Franca [do Campo], temos 14 mil metros quadrados nas Capelas”, enumerou, declarando que a administração está convencida de que “será suficiente para resolver o problema do passivo e permitir à Sinaga enfrentar novos desafios".

Paulo Neves informou que quer aproveitar "o momento de euforia na área imobiliária" para cumprir o plano de viabilização económica da Sinaga, estabelecido até 2022, admitindo que se não conseguir cumprir esse plano sai da empresa.

"Há um projeto para cumprir. O Governo [Regional]aprovou esse documento (…). Se eu não consigo fazer aquilo, vou-me embora. Provavelmente o Governo arranjará quem faça melhor", comentou.

Questionado pelos deputados acerca da necessidade de haver três administradores na açucareira Sinaga, Paulo Neves mantém a defesa dessa solução, mas admitindo a sua redução, dependendo do negócio em que a empresa passará a atuar.

"Não se pode fazer omeletes sem ovos, não se pode encontrar soluções para uma empresa da dimensão da Sinaga com os problemas que a Sinaga tinha e tem sem recursos. Eu continuo a defender a mesma solução que em 2016, três administradores a tempo inteiro para resolver, continuo a defendê-la e claramente que foi uma boa solução", sublinhou.

A açucareira Sinaga tem 67 trabalhadores. Neste momento, seis estão de licença prolongada ou baixa e 34 estão requisitados por diversos departamentos governamentais.

A Região Autónoma dos Açores comprou, em fevereiro de 2010, por 800 mil euros, 51 por cento do capital da açucareira Sinaga, a única empresa transformadora de beterraba em Portugal.



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