Açores produziram em 2017 mais resíduos urbanos e aumentaram valorização

Açores produziram em 2017 mais resíduos urbanos e aumentaram valorização

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Ago de 2018, 20:00

Os Açores produziram em 2017 um total de 137.339 toneladas de resíduos urbanos, o que representa um aumento de 4,28% em relação a 2016, mas a região valorizou pela primeira vez mais de metade dos resíduos urbanos produzidos.

A informação consta do relatório síntese de 2017 de resíduos urbanos, apresentado esta quarta-feira em conferência de imprensa em Ponta Delgada pela secretária regional da Energia, Ambiente e Turismo, Marta Guerreiro, e pelo diretor regional do Ambiente, Hernâni Jorge.

De acordo com o relatório, elaborado com base nos dados do Sistema Regional de Informação sobre Resíduos (SRIR), em 2017 foram produzidas 137.339 toneladas de resíduos urbanos na região, mais 5.635 toneladas do que no ano anterior.

“Em 2017, os Açores valorizaram, pela primeira vez, mais de metade dos resíduos urbanos produzidos, 51,3%, e, consequentemente, a fração eliminada em aterro foi menor do que a valorizada”, adiantou a secretária regional do Ambiente, acrescentando que o ano passado foi "um marco de referência relativamente aos resíduos urbanos por via do incremento da valorização material e orgânica e energética".

Em 2012, um total de 87% dos resíduos tinham como destino a eliminação em aterros ou em lixeiras.

Marta Guerreiro disse ainda que estes resultados "são consequência da maior consciencialização das populações, da melhoria da eficiência dos sistemas de recolha, designadamente com o alargamento da recolha seletiva" e a entrada em pleno funcionamento dos Centros de Processamento de Resíduos das sete ilhas com menor população e da Central de Valorização Energética da Terceira.

Um terço das ilhas açorianas já alcançaram o objetivo de aterro zero, tendo Marta Guerreiro acrescentado que a região "está em condições de cumprir com as metas definidas para 2020" desde, que até lá, seja completada a rede de infraestruturas de gestão de resíduos urbanos de acordo com o Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA) em São Miguel.

A secretária regional referiu ainda que as estruturas de gestão em alta de resíduos urbanos empregam hoje 255 trabalhadores e geraram, em 2017, um volume de negócios de 10,5 milhões de euros.

A governante destacou as campanhas de sensibilização ambiental e as medidas implementadas de prevenção da produção de resíduos, referindo que, no caso da redução do consumo de sacos de plástico leves, em 2016 e 2017 foram distribuídos nos Açores menos 83,3 milhões de sacos de plástico do que em 2015, retirando do consumo, nestes dois anos, cerca de 541,5 toneladas de plástico.

O diretor regional do Ambiente explicou, por seu turno, que o aumento da produção de resíduos no ano passado "é imputável sobretudo ao aumento da população flutuante no arquipélago, em resultado do incremento dos fluxos turísticos com impacto em quase todas as ilhas", mas com maior incidência em São Miguel.

Num contexto de consolidação da oferta turística é expectável que se mantenha uma tendência de aumento da produção de resíduos na região, pelo menos nos próximos dois anos, disse Hernâni Jorge.

Em 2017 cada açoriano produziu em média 561 quilos de resíduos urbanos.

O diretor regional lembrou que muitos dos produtos consumidos no arquipélago veem do exterior embalados, daí ser natural uma maior produção de resíduos.



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