Ambiente

Acordo em Copenhaga é indispensável para evitar migrações forçadas


 

Lusa/AO Online   Internacional   4 de Nov de 2009, 11:29

 Um acordo na cimeira de Copenhaga é essencial para evitar uma aceleração da migração forçada, fenómeno que já está afectar os continentes asiático e africano na sequência das alterações climáticas, alertou hoje o secretário-geral da ONU.

"Estamos num período crítico", afirmou Ban Ki-Moon, na sessão de abertura do 3.º Fórum Mundial sobre Migração e Desenvolvimento (GFMD), a decorrer em Atenas sob o patrocínio das Nações Unidas.

"As populações terão de deslocar-se devido às condições climáticas, nomeadamente por causa de secas prolongadas, tempestades e incêndios", referiu o responsável.

Esta ameaça "é já visível em países como o Bangladesh, onde as inundações obrigam o deslocamento de milhões de pessoas, e em países africanos, onde a seca provoca a desertificação das zonas rurais", acrescentou.

"Precisamos de uma acção por parte dos governos em Copenhaga e vamos continuar a promover objectivos mais ambiciosos e um acordo o mais ambicioso possível", concluiu Ban Ki-Moon.

Durante os próximos dois dias, o GFMD estará reunido em Atenas com representantes de 40 organizações internacionais e regionais para discutir o impacto económico das migrações e debater propostas para melhorar a integração dos migrantes.

Esta é a terceira edição deste Fórum, criado em 2006 pelo antigo secretário-geral da ONU Kofi Annan.

Na cimeira da ONU sobre o clima em Copenhaga, entre 07 e 18 de Dezembro, a comunidade internacional vai tentar alcançar um acordo para suceder ao Protocolo de Quioto (1997), que expira em 2012.

O encontro na capital dinamarquesa é para muitos a última oportunidade para combater as alterações climáticas e definir os papéis dos vários actores internacionais na luta contra o aquecimento global.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.