Acionistas da REN decidem na segunda-feira sucessão de José Penedos


 

Lusa / AO online   Economia   14 de Mar de 2010, 12:31

Os acionistas da REN deverão confirmar na segunda feira, em assembleia geral, a eleição de Rui Cartaxo, atual presidente interino do conselho de administração da energética, como sucessor de José Penedos na liderança da empresa até 2012.

A deliberação "sobre a eleição dos membros dos órgãos sociais para o triénio 2010-2012" é um dos sete pontos da ordem de trabalhos da reunião de acionistas da REN - Redes Elétricas Nacionais, conforme a convocatória disponível na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

No final de fevereiro, a Parpública, que detém uma participação de 49,9 por cento na REN, revelou que Rui Cartaxo aceitou o convite do acionista Estado para liderar a energética durante os próximos três anos.

Rui Cartaxo assumiu no final de novembro as funções de presidente executivo da REN em substituição de José Penedos, constituído arguido no processo Face Oculta e a quem o juiz responsável pela investigação afastou da presidência da empresa como medida de coação.

Rui Cartaxo foi nomeado presidente interino da REN pelo conselho de administração da empresa, numa decisão válida até à assembleia geral de segunda feira.

No final de novembro, José Penedos foi suspenso da presidência da REN e sujeito a caução de 40 mil euros pelo juiz de instrução do processo Face Oculta.

José Penedos - indiciado pela prática de um crime de corrupção passiva - vai recorrer, disse então Rui Patrício, da sua equipa de advogados.

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou a 28 de outubro a operação Face Oculta em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que se encontra em prisão preventiva.

No decurso da operação foram efetuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e pelo menos 16 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, antigo ministro socialista e vice-presidente do BCP, que suspendeu as funções, José Penedos e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Além de suspender José Penedos de presidente do conselho de administração da REN, o juiz António Costa Gomes proibiu-o de contactar com funcionários daquela empresa e com os outros arguidos no caso, exceto com o seu filho.

Segundo a investigação do processo Face Oculta, José Penedos aceitava e estimulava alegadas diligências do filho para que a REN favorece as empresas de Manuel Godinho.


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